Árvores de problemas e objetivos

Árvores de problemas e objetivos

A organização das árvores de problemas e objetivos auxilia na determinação do foco da intervenção. De acordo com Buvinich (1999, p. 58), podem ser definidas como:

Árvore de problemas

É a representação gráfica de uma situação-problema (tronco), suas principais causas (raízes) e os efeitos negativos que ela provoca na população-alvo do projeto (galhos e folhas).

Árvore de objetivos

É a representação gráfica do objetivo central do projeto (tronco), dos meios para alcançá-lo (raízes) e dos efeitos positivos que o alcance dos objetivos provoca na população-alvo (galhos e folhas).

A metáfora da árvore auxilia a visualizarmos as fases de construção dessas ferramentas/instrumentos, todavia sua estruturação se dá por meio de um organograma.

Vejamos agora um passo a passo para a construção das árvores de problemas e objetivos organizado por Dib-Ferreira (2010)

Árvore de problemas – Iniciando a construção da ideia

Um problema é uma situação negativa ou um déficit que se quer resolver. Dentre aqueles listados, deve-se escolher um, considerado importante e possível de ser solucionado no âmbito do projeto. Escolhido aquele que vai ser o problema central, parte-se para a construção da árvore de problemas:

  • Coloca-se no centro do papel, em um quadrinho, o problema central. Este será o tronco da árvore;
  • Acima do problema central, coloque outros problemas, dele derivados, que são os efeitos ou consequências, que formam a copa da árvore;
  • Abaixo do problema central são colocados quadrinhos com os problemas que representam as causas, razões ou fatores geradores do problema central. Formam as raízes da árvore. É justamente aí que o projeto deve atuar.

Obs.:

– Escolha sempre uma situação negativa para a árvore de problemas (“leitura” não é um problema, mas a “dificuldade de leitura”);

– Não inclua a solução na formulação do problema central, pois um problema não é ausência de solução, mas uma situação negativa (“Falta de reforço para aprendizagem da leitura e escrita” = “dificuldade de leitura e escrita”);

– Não trabalhe com problemas muito genéricos (“violência”);

– O projeto agirá sempre nas causas;

– A árvore é lida de baixo pra cima (e construída ao inverso).

Já para a árvore de objetivos as instruções são um pouco diferenciadas, mas se complementam com as que foram descritas na construção da árvore de problemas.

Árvore de objetivos – Invertendo a árvore de problemas

A árvore de objetivos, além de possibilitar a solução de problemas e modificação das situações não desejadas, serve também para definir as alternativas de intervenção do projeto. Todas as situações negativas serão convertidas em positivas, ou seja, cada problema (neg.) será substituído por um objetivo (pos.).

Teremos então:

Causas – Meios e Efeitos – Fins

  • Transformar o problema central da árvore de problemas em um objetivo; o Objetivo Geral do projeto;
  • Transformar as causas em meios para alcançar o objetivo geral. A partir destes surgirão os Objetivos Específicos;
  • Transformar os efeitos ou consequências em fins, ou seja, os objetivos que serão alcançados em um prazo maior.

Obs.:

– Excluir da árvore as causas que não são modificáveis (que podem, talvez, fazer parte da justificativa);

– Verificar se existe coerência entre os meios propostos e os fins pretendidos; se não, modificar a árvore de problemas e, consequentemente, os objetivos;

– Deve-se definir qual o recorte que se vai fazer da árvore de objetivos para o trabalho, visto não dar para atingir tudo com um só projeto;

– Escrever os meios (objetivos específicos) com um verbo a ser perseguido (DIB-FERREIRA, 2010).

Pode parecer um pouco complicado, mas construídas em equipe as árvores de problemas e objetivos contribuem para delimitar a intervenção e reconhecer os aspectos que influenciam na ocorrência do problema central que é foco da intervenção. 

Observando as causas e os efeitos dispostos na árvore de problemas, fica mais fácil identificar as possibilidades de intervenção por meio da construção da árvore de objetivos.

A utilização de instrumentos na pesquisa

A utilização desses instrumentos no processo de planejamento da intervenção não é uma obrigatoriedade, mas auxilia na implementação de intervenções que tenham mais possibilidades de solucionar o problema detectado.

Para a construção das árvores de problemas e objetivos toda a equipe envolvida no projeto deve ter um conhecimento aprofundado da realidade que receberá a intervenção. 

Desse modo, com base nas informações coletadas na avaliação de Marco Zero, por meio, por exemplo, da elaboração de um diagnóstico social, ficará mais evidente os problemas sociais mais relevantes para a população, bem como as possibilidades de intervenção que estão contidas nas parcerias que se estabelecem no processo de planejamento da intervenção/projeto.

Não é uma receita, algo engessado, apenas sugestões de instrumentos e métodos que podem agilizar o momento de construção do planejamento e também nos processos de implementação do projeto/intervenção independentemente do foco desta intervenção.

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