Cidadania na Grécia: O coração da invenção política

Antes de falarmos exatamente sobre o coração da política, é necessário conhecer mais sobre a história da Grécia para após compreendermos sobre a sua cidadania.

A formação da Grécia

O primeiro período de formação da Grécia é chamado de pré-homérico. A Grécia antiga se formou da miscigenação dos povos Indo-Europeus ou arianos (aqueus, jônios, eólios, dórios). Eles migraram para a região situada no sul da península Balcânica, entre os mares Jônico, Mediterrâneo e Egeu.

A cidadania da Grécia Antiga estabelecia os direitos dos indivíduos que viviam nas cidades. Os indivíduos/cidadãos eram iguais perante as leis, e considerados aptos para colaborar com os rumos da sociedade. Todos os cidadãos participavam diretamente das deliberações políticas do governo da polis*. Desta forma, a cidadania grega se fundamentava nos Direitos Políticos.

Nem todos os Homens poderiam ser cidadãos, havia restrições que reduzia a um pequeno número o privilégio, que, praticamente, era concebido para os proprietários de terras – homens livres para os negócios públicos. Eram excluídos as mulheres, escravos, crianças, velhos, comerciantes, artesãos e estrangeiros.

Desenvolvimento da Pólis


A atuação direta nos negócios públicos da polis estimulava a participação efetiva no governo. O cidadão grego era um sujeito político ativo. Para alcançar resoluções tinham que persuadir, discutir e defender seus interesses em público.

Em consequência das exigências da vida política, a educação deveria instruir as crianças – futuros cidadãos – para serem bons oradores, daí o desenvolvimento da arte da retórica no ocidente.

A Ágora era o lugar da vida política, de discussões e embates. O Espaço Público. No local, deveria prevalecer a honra, a justiça, e o bem. O respeito a todos os valores morais, mantinha a integridade ética e coesa, e garantia a realização do modus cidadão. A participação integral e a Política eram bens inestimáveis para os gregos.

Nesse sentido o indivíduo se completava no grupo, na liberdade e no senso de coletivo – tanto é que, a vida intima e o Espaço Privado eram extintos.

É inegável a contribuição dos gregos para nossa organização política atual. Nas palavras da filósofa Marilena Chauí, os gregos: “… criaram o espaço político ou espaço público – a assembleia grega -, no qual os que possuem direitos iguais de cidadania discutem suas opiniões, defendem seus interesses, deliberam em conjunto e decidem por meio do voto, podendo, também pelo voto, revogar uma decisão tomada. É esse o coração da invenção política”.

Períodos da história grega

A importância da história grega para a humanidade e o cenário político não é novidade para ninguém e para compreendermos mais afundo a sua complexidade, se faz necessário compreender mais sobre os períodos históricos. Confira abaixo:

  • Período Pré-Homérico (2000-1100 a.C.): é sobre o momento em que a formação do povo grego se consagrou e recebeu destaque pela existência das civilizações minoica e micênica.
  • Período Homérico (1100-800 a.C.): caracterizado por grandes lacunas no conhecimento histórico. Os historiadores sabem que se tratou de um momento de recuo civilizacional devido à destruição dos micênicos pelos dórios.
  • Período Arcaico (800-500 a.C.): fase na qual surgiu a pólis, o modelo de cidade-estado dos gregos. A cultura grega expandiu-se pelo Mediterrâneo por conta da colonização, e avanços significativos — como a invenção do alfabeto fonético — aconteceram.
  • Período Clássico (500-338 a.C.): corresponde ao auge da civilização grega, sobretudo pelo grande avanço que a arte e a cultura gregas alcançaram. Duas grandes guerras aconteceram na Grécia.
  • Período Helenístico (338-136 a.C.): declínio da civilização grega, que passa a ser dominada pelos macedônicos, os responsáveis por difundirem a cultura grega para o Oriente. Ao final desse período, a Grécia foi convertida em um protetorado romano.

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