Classificação dos poluentes atmosféricos

Os poluentes atmosféricos podem ser classificados quanto à sua origem (primários e secundários), composição (orgânicos e inorgânicos) e estado físico (material particulado, gases e vapores). Os poluentes considerados primários ou convencionais são aqueles lançados diretamente das fontes para a atmosfera. Podemos citar o monóxido de carbono (CO), o dióxido de enxofre (SO2), os óxidos de nitrogênio (NOx) e materiais particulados, como a poeira (BRAGA et. al., 2005).

Determinadas condições físicas e as reações químicas e certas que ocorrem na atmosfera a partir de poluentes primários e constituintes normais da atmosfera caracterizam os poluentes secundários. Nesse grupo encontra-se o ácido sulfídrico (H2SO4) que precipita dando origem à chuva ácida e os oxidantes fotoquímicos, oriundos da reação entre os hidrocarbonetos e os óxidos de nitrogênio, na presença da luz solar, (MOTA, 2003).

Quanto à composição, os poluentes considerados orgânicos possuem o carbono como elemento principal em sua composição. Podemos citar os hidrocarbonetos compostos exclusivamente de carbono e hidrogênio (CxHy), os aldeídos e as cetonas. Dentre os poluentes considerados inorgânicos, temos o gás sulfídrico (H2S), o ácido fluorídrico (HF) e a amônia (NH3).

Dioxinas e furanos são considerados poluentes orgânicos persistentes (POPs), compostos por carbono, hidrogênio, oxigênio e cloro. Sua decomposição não ocorre facilmente, além de serem substâncias sintéticas altamente tóxicas, acumulam-se ao longo da cadeia alimentar e podem ser transportadas a grandes distâncias a partir de seu local de origem, pelo ar, rios ou oceanos. São formados como subproduto não intencional, a partir da produção de produtos químicos como pesticidas, nos processos de branqueamento de papel e celulose; nos processos de incineração de resíduos de serviços de saúde, lixo urbano e resíduos industriais.

Como estado físico, os gases são as substâncias que em condições normais de temperatura e pressão, são encontradas no estado gasoso e não sofrem condensação, como o ozônio (O3), o monóxido de carbono (CO), o dióxido de carbono (CO2) e o cloro gasoso (Cl). Já os vapores podem condensar-se em condições normais de temperatura e pressão, como a naftalina, benzeno, álcool etílico, mercúrio, gasolina e vapores de água. (FELLENBERG, 1980).

Por material particulado entende-se uma complexa mistura de partículas nos estados líquido e sólido, emitidas por fontes poluidoras ou formadas na atmosfera. Seu diâmetro é inferior a 100 μm , e este tamanho está ligado ao potencial de causar problemas à saúde, pois quanto menor a partícula, maiores os efeitos provocados pela mesma. São classificados em:


• Fumos: partículas sólidas originadas por condensação ou sublimação de gases geralmente de metais fundidos;

• Poeiras: originadas pela desintegração mecânica de corpos sólidos, nos processos de demolição, britagem, como a poeira de algodão e a poeira de sílica;

• Fumaças: originados a partir da combustão incompleta de materiais orgânicos, como óleo combustível e lenha;

• Névoas: gotículas líquidas em suspensão originadas pela condensação de vapores ou da dispersão mecânica de líquidos provenientes de pulverização, respingos ou nebulização, como névoas de tinta, de ácido sulfúrico e de óleo.

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