Coleta de Urina por Cateterismo Vesical

A realização do cateterismo vesical de alívio para a coleta de urina deve ser amplamente discutida juntamente com o médico assistente, uma vez que a probabilidade de entrada de germes através da sondagem é um risco considerável, pois envolve a exposição do paciente ao desenvolvimento de uma infecção. Quando realizada deve seguir todos os procedimentos assépticos necessários.
Carvalhal, Rocha e Monti (2006) descrevem que o cateterismo vesical para obtenção de urina nos homens é geralmente desnecessário, pois a probabilidade de contaminação da amostra por jato médio é diminuída; já nas mulheres, por vezes, esta técnica torna-se necessária; quando realizada instrui-se que o primeiro jato de urina cateterizada (após a cateterização) seja desprezada e o próximo coletado para amostra.

Coleta de Urina em Paciente com Sonda Vesical

Outra questão que é vivenciada no cotidiano da atuação da Enfermagem diz respeito à coleta de urina em pacientes com sonda vesical em sistema fechado. Sobre esta técnica Motta (2009) descreve os principais princípios como:

  • Identificação do frasco de coleta da amostra;
  • Realização da assepsia com PVPI alcoólico no látex existente na porção próxima a sonda vesical;
  • Realizar a punção no látex com agulha fina colocando a urina no frasco para coleta identificado;
  • Encaminhar ao laboratório;


Segundo a CCHI (2009) do Hospital de Caridade de Ijuí – RS, a realização da coleta de urina por sonda vesical em sistema fechado é realizada segundo os seguintes princípios:

  • Clampear a sonda do paciente 30 minutos antes da realização da coleta da amostra;
  • Realizar assepsia com álcool 70% no local apropriado para punção do sistema fechado de sondagem (silicone para coleta de urina);
  • Realizar punção com agulha 25×7 e seringa de 10 ml no silicone para coleta de urina;
  • Aspirar cerca de 10 ml de diurese vinda de bexiga (não da bolsa);
  • Colocar amostra em frasco e identificar com o nome do paciente, data, horário, forma de coleta e assinatura do profissional que realizou a obtenção da amostra;

Encaminhar ao laboratório.

O profissional deve registrar no frasco de coleta, além da identificação do paciente, a forma de coleta como: “Coleta de Urina em paciente com SVD” e deve seguir os princípios de biossegurança como o uso de EPI’s (luvas de procedimento) e descarte de perfurocortantes na realização do procedimento. Não está indicado desconectar a sonda da bolsa coletora para a realização da coleta de urina, visto que este procedimento aumenta a entrada de germes causadores das ITU’s, proporcionando riscos adicionais ao paciente.

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