Comparação entre as Escolas Clássicas e das Relações Humanas

Após a teoria clássica de Taylor, Fayol e seus seguidores surgem à proposta da escola das Relações Humanas, que buscou o encontro das necessidades dos indivíduos dentro da organização.


Escolas Clássicas

Estrutura: Mecanicista Impessoal.

Comportamento da Organização: Produto de regras e regulamentos.
Foco: No trabalho e nas necessidades econômicas dos trabalhadores.

Ênfase: Pessoas tentam maximizar recompensas, ênfase na ordem e na racionalidade.

Resultados: Alienação no trabalho, insatisfação.


Relações Humanas

Comportamento na organização: Produto de sentimentos e atitudes.

Foco: Nos pequenos grupos e nas qualidades humanas e emocionais dos empregados.
Ênfase: Ênfase na segurança pessoal e nas necessidades sociais dos trabalhadores para alcance das metas organizacionais.

Resultados: Empregados felizes tentando produzir mais.


A escola clássica defende a organização formal da organização, com o movimento da escola das relações humanas que estabelece as variáveis da organização informal e com a contribuição de Max Weber estabeleceu burocracia das organizações, que tem por principio a formalidade, impessoalidade e o profissionalismo.

Com a introdução da variável ambiental iniciou-se a trajetória sobre organizações complexas isso significa olhar uma organização sob uma perspectiva mais ampla, ou seja, sob o ponto de vista de sistemas, um ponto de vista holístico.


Segundo Silva (2001, p. 352), um sistema pode ser definido como um conjunto de elementos interagentes e interdependentes relacionados cada um ao seu ambiente de modo a formar um todo organizado.


De acordo com Maximiano (2005, p.314), a sociedade moderna oferece problemas de natureza intrinsecamente complexa, causadas pela interação de diferentes fatores antes inexistentes. Grandes concentrações urbanas, esgotamento de recursos naturais, transportes, educação, ecologia, evolução tecnológica acelerada, integração na sociedade global, desemprego, inflação, criminalidade, catástrofes naturais ou causadas pelo homem, epidemia e migração, volatilidade dos mercados financeiros, entre inúmeros outros problemas, caracterizam a complexidade da situação contemporânea para os administradores das organizações públicas e privadas […].


A teoria de sistema permite uma análise dos sistemas sociais sob as perspectivas de (KWASNISCKA, 1989):

– Relacionamento com o ambiente;

– Interação;

– Sistema maior que agrega sistemas menores ou subsistemas.


E os principais efeitos sobre as teorias da organização são:

– Visão da empresa como um sistema aberto;

– Ver o sistema social organizacional, sem perder a noção do todo;

– Conhecimento do ambiente externo e análise de todos os elementos que o compõem;
– Reconhecer a organização como um sistema vivo;

– Introdução do conceito de troca de energia entre os elementos que compõem o sistema social da organização.

Os elementos que compõem um sistema são: (MAXIMIANO, 2005):


– Entradas (inputs): compreendem os elementos ou recursos físicos e abstratos de que o sistema é feito.

– Processo: na dinâmica das organizações os processos tem por função interligar os componentes e transformar os elementos de entrada em resultados.

– Saídas (outputs): são os resultados do sistema.

– Feedback: como a própria tradução da palavra indica, retorno da informação, efeito retroativo ou retroalimentação.


Segundo Maximiano (2005, p. 321), […] a ideia de sistemas – elementos que interagem e se influenciam, agregados em conjuntos ou todos complexos – é a essência do enfoque sistêmico. É uma ideia simples, mas de grande influência na formação intelectual do dirigente e de todos os tipos de profissionais do mundo moderno. O enfoque sistêmico oferece ao administrador uma visão integrada das organizações e do processo administrativo. O enfoque sistêmico é também uma ferramenta para planejar e montar sistemas que produzam resultados.


Segundo Araújo (2009, p.13), […] muitos gestores das organizações, praticamente, desconhecem os novos limites dos estudos organizacionais agora impostos pelo recente enfoque teórico metodológico. A entrada, a transformação, a saída e o feedback são características analíticas que estão presentes em qualquer processo de análise de razoável magnitude. É razoável se imaginar que a hoje conhecida e aplicadíssima gestão de processos teve uma visualização teórica a partir da abordagem dos sistemas abertos. Entrada (inputs), transformações (processos), saídas (outputs) e o feedback são itens integrantes da gestão de processos. Aliás, mais especificamente, a transformação é onde ocorrem os pontos maiores da gestão de processos.


Já a abordagem contingencial vai além da abordagem sistêmica. Araujo (2009) aponta uma característica dessa abordagem, dizendo que nem sempre há uma única “forma de tornar uma organização eficaz e eficiente. Haverá sempre diferentes alternativas para o encaminhamento de estudos, problemas e demandas organizacionais”.

A visão de contingência procura entender as relações dentro e dentre os subsistemas, bem como entre a organização e seu ambiente, e procura definir padrões de relações ou configurações de variáveis. Essa visão enfatiza a natureza multivariada das organizações e tenta entender como as organizações operam sob condições variáveis e em circunstâncias específicas. (SILVA, 2001, p. 365).


Na ótica da abordagem há diversos fatores contingenciais que devem ser observados pelas organizações: “estratégia, incerteza com relação às tarefas e tecnologia […] Essas características refletem a influência do ambiente, que é mutante”.

A evolução da teoria das organizações se dá por ideologias das épocas correspondentes e tudo o que é decorrente de todas essas vivências levam ao reflexo nas práticas organizacionais da atualidade, e tem componentes organizacionais como a estrutura, comportamento, tecnologia (equipamentos), estratégico, tecnológico (conhecimento) das organizações, que se pautam na ação moderna dos gestores quando estudam e analisam a gestão de uma organização.

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