Conceito de Infância

O conceito de infância sofre inúmeras modificações ao longo do tempo , e para compreender sua importância, deve-se reportar a Idade Média e ao início da Idade Moderna para então fazer um panorama deste quadro.

Naquela época, a criança era vista como adulto em miniatura. Vestia-se como um adulto e o acompanhava como se fosse um. Chegava-se ao ponto de aos sete anos de idade receber uma carteira de identidade “jurídica”, pois ela era reconhecida como um ser competente o suficiente para tomar decisões, e principalmente como alguém capaz de trabalhar. 

É importante ressaltar que ainda hoje infelizmente, há crianças trabalhando enquanto deveriam estar brincando ou estar na escola.

A infância era um período muito breve. Assim que a criança já fosse capaz de se movimentar com mais autonomia, e que não precisasse dos cuidados maternos em tempo integral, ela passaria a pertencer oficialmente ao mundo dos adultos.

O conceito de criança na revolução industrial 

Mais adiante chega a Revolução Industrial, trazendo para a história uma transformação tecnológico-científica. E junto com ela uma reestruturação na família que por sua vez, passa a desenvolver uma consciência pedagógica, moral e espiritual com seus filhos. 

E é exatamente aqui que pela primeira vez surge a “criança-aluno” e não mais a “criança-adulto”. Deste modo, a infância é legitimada sob um olhar de proteção, afeto e socialização (em um meio escolar).

Uma visão mais moderna

dedicamos às crianças algumas características peculiares que as distinguem fundamentalmente de um adulto. Essa ideia de infância foi uma transformação social e histórica, e, segundo Philippe Ariès, surgiu apenas por volta do século XIII. Às idades da vida também não era dado um significado especial.

Com o amadurecimento desse processo na sociedade, é que mais uma vez o conceito de infância sofre mais uma metamorfose. Agora trazido por uma experiência de socialização, em que a infância vem munida de fantasia, de sentimento, de intuição, de corporeidade, de linguagem e de lógica, é que enfim se está diante de um “sujeito social” e/ou da chamada infância recuperada. Aqui a criança vai à busca do conhecimento, da criatividade e do pensar!

Essa nova conotação muda inclusive às necessidades básicas da criança, como a vestimenta, a alimentação, a saúde, a linguagem e as brincadeiras.

Pontos jurídicos 

Foi só no período pós-industrial que a criança passou a ser compreendida com suas características e necessidades próprias. Surgiram, então, as legislações que protegem seus direitos.

Segundo a Convenção sobre os Direitos da Criança (1989), a carta magna internacional assinada pelo Brasil em 1990, entende-se por infância o período de vida de todo indivíduo com menos de dezoito anos de idade, “salvo se, em virtude da lei que lhe seja aplicável, tenha atingido antes a maioridade”.

No Brasil, há ainda o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), que estabelece as normativas para o Estado e para a sociedade na garantia dos direitos das crianças e adolescentes.

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