Conceito de Pesquisa

Muitos são os conceitos a respeito do que seja pesquisar. Nos dicionários, em livros de metodologia existem variadas explicações. Mas antes de procurar por um conceito nos livros, vamos fazer um exercício de pensar: buscar lá no nosso “arquivo interno” o que se sabe sobre pesquisa, o que já ouvimos falar, o que já lemos sobre isso. Em uma folha vá anotando tudo o que vem à mente, sem questionar, apenas escreva. Pronto! Agora, você tem o seu conceito sobre pesquisa.

A pesquisa nada mais é do que a curiosidade que temos sobre determinado tema, seja ele qual for. Esta curiosidade é instigada muitas vezes pela nossa percepção acerca de nossas vivências e experiências profissionais.

Quando pesquisamos, descobrimos, aprendemos e assim vamos construindo nosso conhecimento, por meio do aprendizado que a pesquisa oferece.

Pesquisar significa ir ao encontro de algo e nisso está implícito falar com as pessoas, muitas vezes ter que se deslocar de um lugar ao outro ou até de uma cidade a outra, sem falar nas inúmeras leituras que são feitas, pesquisas em bibliotecas, sites especializados, enfim, tudo para que nossa pesquisa seja concluída com êxito.

Vejamos dois conceitos sobre o que é pesquisa: para Gil (2009, p.17), “a pesquisa é requerida quando não se dispõe de informação suficiente para responder ao problema, ou então quando a informação disponível se encontra em tal estado de desordem que não possa ser adequadamente relacionada ao problema”. Já para Mello (2006, p.14): “pesquisar exige organização, dedicação, disposição, disciplina, tempo e estudo”.

E, por falar em materiais de pesquisa, aqui vai uma dica:
Acostume-se a ter um bloco, que podemos chamar de “amigo do pesquisador”, onde são anotadas todas as bibliografias utilizadas. Para que serve, você deve estar se perguntando?

Serve para que nenhuma de nossas fontes de referências bibliográficas se perca no decorrer do trabalho, pois é muito comum, irmos pesquisando, aqui e ali e chega na hora de colocar as referências, ficamos atônitos procurando a fonte pesquisada e para todas as vezes que surgir uma ideia ou um exemplo. Para aquele aluno (a), que é bastante organizado, sugiro ainda que divida este bloco em capítulos, para melhor agilidade.

Para a realização da pesquisa é necessário coletar dados sobre o tema pesquisado e posteriormente fazer, o que chamamos de “tratamento dos dados coletados”, isto é, por intermédio de nossas leituras, experiências e hipóteses levantadas, formamos uma opinião sobre a pesquisa, que pode ou não ser ratificada.

Muitas vezes, descobrimos algo que nem se quer havíamos pensado que pudesse existir mesmo assim, o pesquisador necessitou investigar o tema escolhido para chegar a essa conclusão, portanto, mudou seu ponto de vista sobre o assunto de sua pesquisa. (MELLO, 2006)

A Escolha do Tema

Ponto de partida de todo o pesquisador, pois se não temos o assunto a ser pesquisado não teremos como iniciar o trabalho. É sempre recomendável que o aluno faça um “estudo observatório” sobre o tema a pesquisar. Verifique se não há pesquisas anteriores sobre o mesmo tema.

Dependendo do curso que o aluno está cursando (especialização, mestrado, doutorado), há algumas orientações sobre a pesquisa. De acordo com Mello (2006), “o tema de pesquisa de uma monografia de curso de especialização não requer ineditismo, entretanto, recomenda-se originalidade”.

No mestrado é elaborada uma dissertação. Para a ABNT (2005, p. 6), a dissertação é “documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico retrospectivo, de tema único e bem-delimitado em sua extensão, com o objetivo de reunir, analisar e interpretar informações”. No doutorado, se elabora uma tese e a pesquisa oriunda dessa deve contribuir para o campo científico do pesquisador. O conceito de tese, de acordo com a ABNT (2005, p.7), significa: “documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico de tema único e bem-delimitado. Deve ser elaborado com base em investigação original, constituindo-se em real contribuição para a especialidade em questão.

Outro fator relevante é que a escolha do tema esteja relacionada às atividades profissionais do pesquisador, suas experiências, pois assim, torna a pesquisa mais motivadora.

Como pode ser observado não é uma tarefa simples definir o tema, requer reflexão, dedicação e objetividade. O tema tem que ser atrativo para quem pesquisa e para quem lê despertar o interesse da comunidade acadêmico-científica para que mais pessoas possam ter acesso à pesquisa.

Quando pesquisamos num primeiro momento estamos cumprindo uma exigência acadêmica, mas por outro lado estamos contribuindo para que mais e mais pessoas tenham acesso a informações e muitas vezes dela se beneficiem como é o caso de pesquisadores que realizam estudos sobre novas tecnologias, descoberta de curas para doenças, criação de equipamentos que poderão melhorar a despoluição de águas de rios, entre outros.

Todos os dias se veem na mídia novos pesquisadores trazendo sua contribuição à comunidade onde estão inseridos, muitos deles começam assim, na faculdade ou em cursos técnicos escolhendo o tema para sua pesquisa. Portanto, pense e pesquise.

Pesquisar é gratificante, porém requer que o aluno tenha disciplina. Esta disciplina se traduz na elaboração de um cronograma de pesquisa, nos prazos que são definidos pela instituição acadêmica onde ele está inserido, no autogerenciamento do seu tempo para poder “passar para o papel” o que está na cabeça, bem como saber gerenciar a sensação de angústia, falta de ideias para escrever, isto tudo faz parte de quem pesquisa.

Quando nos propomos a elaborar uma pesquisa somos uma pessoa, ao término da conclusão de uma monografia, dissertação ou tese, crescemos, nos modificamos, descobrimos características em nós que nem mesmo sabíamos que existiam e isto, podem acreditar, é muito satisfatório! Para Gil (2009, p.180), algumas qualidades intelectuais e sociais são importantes, tais como:

Conhecimento do assunto a ser pesquisado, curiosidade, criatividade, integridade intelectual, atitude autocorretiva, sensibilidade social, imaginação disciplinada, perseverança, paciência e confiança na experiência.

Outro aspecto que deve ser levado em consideração pelo pesquisador é a questão de custos, materiais e outros profissionais que venham a colaborar no desenvolvimento da pesquisa, bem como equipamentos necessários, pois hoje, mais do que nunca o uso do computador e o acesso à internet, são usuais quando necessitamos buscar por autores ou navegar em sites de pesquisas científicas, no entanto, muitas vezes para complementar nossa pesquisa, investimos em livros, na participação de cursos, seminários, congressos, palestras.

E, muitas vezes ao final, investimos em profissionais que fazem as tão necessárias correções ortográficas e de normas técnicas. Também em alguns casos há a necessidade de nos deslocarmos para outra cidade em busca de informações sobre o tema pesquisado. Isso requer um planejamento financeiro que você, aluno-pesquisador, terá que considerar. Pense nisso.

Todo o trabalho científico inicia por um projeto. Este projeto tem como objetivo esclarecer como será realizada a pesquisa. Nele estão inclusos o tema, a problemática, as hipóteses (geral e específica), os objetivos (geral e específico), a relevância do projeto (algumas instituições pedem outras não, pergunte ao seu orientador se é necessário incluir), a metodologia (como será feita a coleta de dados, o pré-teste do questionário), as variáveis, amostra, definição de custos quando for o caso. Quando o aluno faz a qualificação do projeto (nos casos de mestrado e doutorado), além dos itens acima citados ele vai incluir os capítulos, as referências bibliográficas utilizadas até então. Veremos isso com mais detalhes no capítulo IV.

Quando pesquisamos não estamos sozinhos temos alguém que nos acompanha e compartilha conosco esta caminhada, esta pessoa se chama Orientador.

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