Cuidados na alimentação do paciente com dengue

Tanto na sua forma clássica quanto na forma hemorrágica devem ser tomados alguns cuidados com a alimentação do paciente com dengue.

Mas afinal, o que é a dengue?

Trata-se de uma doença causada por infecção pelo vírus da família Flaviviridae, do gênero Flavivírus.
A enfermidade é considerada uma arbovirose, porque se trata de um vírus transmitido por meio de artrópodes —os mosquitos da família Aedes, em especial o Aedes aegypti, o mesmo da febre amarela.
Esse vírus apresenta 4 sorotipos diferentes, que são conhecidos como DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4

Sintomas da Dengue:

  • Eritema (mancha vermelha parecidas com alergia)
  • Dor no corpo Mialgia (dor muscular)
  • Fadiga
  • Dor de cabeça
  • Dor no fundo dos olhos Febre (maior que 38,5ºC)
  • Perda de apetite
  • Dor abdominal.

Em casos mais graves é comum a pessoa infectada ter sintomas como:

  • Dor abdominal intensa
  • Vômito persistente
  • Respiração acelerada
  • Sangramento de mucosa ou outra hemorragia
  • Fadiga
  • Agitação ou confusão mental.


As recomendações da ASBRAN


A ASBRAN (Associação Brasileira de Nutrição) orienta que os pacientes com suspeita de dengue, devem evitar alguns alimentos. Os alimentos que contém salicilato, um composto que inibi a agregação plaquetária aumentando o tempo de sangramento devem ser retirados da alimentação.
São eles: abricó, ameixa fresca, amêndoa, amora, batata, cereja, groselha, limão, maçã, melão, morango, nectarina, nozes, passa, pepino, pêssego, pimenta, tangerina, tomate e uva.
Alimentos que tem ação antitrombótica (alho, cebola e gengibre) também devem ser evitados.
Algumas interações droga-nutriente acontecem. Os medicamentos como os derivados salicílicos, diminuem a biodisponibilidade de vitamina C, a quantidade de folato, ferro e potássio no sangue e as proteínas presentes no plasma.
Podem provocar alterações no estômago, pressão arterial baixa, fenômenos hemorrágicos que poderão gerar anemia e distúrbio do equilíbrio ácido-básico (pH do sangue altamente alcalino ou pH ácido).

Cuidar da Hidratação também é importante


A hidratação é outro aspecto importante. O recomendado é que seja ingerido em média 60 a 80ml de líquido/kg/dia.
Assim, para uma pessoa de 60kg o volume ingerido deve variar de 3,6 litros a 4,8 litros dia, nos primeiros cinco dias. A administração deve ser fracionada em pequenos volumes de forma a evitar náuseas e vômitos. É recomendada a ingestão regular de soro caseiro, sucos de frutas, chás e água de coco.
Devem ser consumidos alimentos ricos em ferro heme (origem animal) como a carne vermelha, por exemplo, juntamente com fontes de vitamina C (suco de limão, acerola, laranja) a fim de aumentar a absorção de ferro se o doente estiver com anemia ferropriva.
Seguir uma alimentação balanceada rica em frutas, verduras e legumes, carnes magras é indispensável para nutrir o organismo e aumentar a resistência do doente.

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