Derme: O que é?

A derme é a camada da pele situada logo abaixo da epiderme. É fundamentalmente constituída por tecido conjuntivo, sendo ricamente vascularizada e inervada. Possui fibras colágenas, reticulares e elásticas. Contêm glândulas especializadas e órgãos dos sentidos. Sua superfície externa é muito irregular e varia de região para região (CEDERJ, 2010).

São funções da derme (Angélica, 2010):


– Promoção da flexibilidade tecidual.
– Proteção contra traumas mecânicos.
– Manutenção da homeostase orgânica.
– Armazenamento de sangue para necessidades primárias do organismo.
– Ruborização quando de respostas emocionais.
– É considerada a segunda linha de proteção contra micro-organismos.

A derme compõe-se por três camadas: camada papilar, camada reticular e camada profunda (Dermato-info, 2010):


A camada papilar é a camada mais externa da derme e é assim denominada porque possui papilas dérmicas que aumentam a zona de contato da derme com a epiderme. É delgada e constituída por tecido conjuntivo frouxo. Esta camada contém fibroblastos, macrófagos e outras células do tecido conjuntivo. Possui também, muitos capilares que regulam a temperatura corporal e nutrem as células da epiderme avascular (Guirro e Guirro, 2004).
A camada reticular é a camada intermediária da derme. É mais espessa e constituída por tecido conjuntivo denso. É assim denominada porque os feixes de fibras colágenas que a compõem entrelaçam-se como uma rede. As células são mais dispersas nesta camada do que na camada papilar. Elas incluem fibroblastos, mastócitos, linfócitos e macrófagos (Junqueira e Carneiro, 2004).
A camada profunda da derme faz a transição com a hipoderme. A rede fibrosa é mais solta e começa a haver células de gordura (adipócitos). É muito rica em vasos sanguíneos (Dermato-info, 2010).

A derme possui algumas células típicas (Junqueira e Carneiro, 2004):


– Fibroblastos;
– Macrófagos;
– Linfócitos;
– Melanócitos;
– Fibras colágenas, elásticas e reticulares.

Os fibroblastos são as células mais comuns do tecido conjuntivo, responsáveis pela produção de fibras colágenas, elásticas, reticulares e também de substância fundamental amorfa (Angélica, 2010).
A forma inativa do fibroblasto é denominada fibrócito Em relação ao fibroblasto, o fibrócito possui citoplasma escasso, baixa atividade celular e cromatina condensada. Estudos atuais indicam que o fibrócito pode tornar-se novamente ativo mediante estímulo inflamatório (Boer, 2010).
Os macrófagos e linfócitos são células que exercem a função de defesa da derme contra o ataque de micro-organismos ou presença de substâncias estranhas ao organismo (Junqueira e Carneiro, 2004).
Existem receptores sensoriais na pele que detectam diferentes estímulos que incidem sobre ela ou sobre órgãos internos. São compostos pelas extremidades de uma fibra nervosa, que pode estar livre ou associada a células não neurais. Essa formação permite que se recebam informações sobre as diferentes partes do corpo em relação ao tato, frio, calor e sensibilidade dolorosa (figura 18) (CEDERJ, 2010).
A vascularização da derme se dá por meio de três importantes plexos intercomunicantes: o plexo subpapilar percorre dentro da parte papilar da derme, paralela à epiderme, e fornece um rico suprimento de capilares, arteríolas terminais e vênulas das papilas dérmicas. Os plexos profundos, ao redor dos folículos pilosos e das glândulas écrinas, são compostos de vasos sanguíneos maiores que os do plexo superficial (Arnold Jr, Odom e James, 1994).

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