Fauvismo, Expressionismo, Cubismo, Futurismo, Dadaísmo e Surrealismo

O Fauvismo foi um movimento situado entre 1905 e 1907 que buscava uma arte de equilíbrio e serenidade, sem temas perturbadores ou deprimentes. Ganhou esse nome em derivação do francês les fauves, “as feras”, que foi a expressão atribuída a pintores que romperam com o cânone impressionista vigente na época e usavam em sua obra traços e cores violentas.

O que foi o Impressionismo?


O impressionismo foi um movimento do século XIX que buscava uma arte capaz de registrar a impressão captada em momentos específicos como o nascer do sol. A luz e o movimento tinham papel de destaque, sendo muitas vezes a obra composta ao ar livre para se aproximar da realidade. Seu principal expoente foi Claude Monet.

O contexto histórico desse movimento é marcado pela Revolução Industrial, que trouxe ao mundo uma dinamicidade e velocidade que não mais permitiam o estudo profundo e pausado de épocas anteriores, deixando o mundo artístico numa ebulição de ideias e experimentação do novo. O aprendizado acumulado é questionado e abre-se espaço aos instintos.

A pintura do movimento é fortemente influenciada por Van Gogh e Gauguin. Esse marcado pelo primitivismo e aquele pela paixão e cores fortes e puras. A estética é marcada pela desordem e instinto. A tela é plana, abandona-se a tridimensionalidade. O desenho e a forma perdem o valor, sendo a deformidade a preferida entre os artistas.

Resumidamente o Fauvismo possui como principais características a pincelada violenta, espontânea e definitiva; a ausência de ar livre, tão utilizada nomovimento anterior; o colorido brutal; a autonomização do real; o uso de cores puras e manchas largas. Seus principais artistas foram: Georges Braque, Andre Derain, Jean Puy, Maurice de Vlaminck e Raoul Dufy.

Expressionismo


O Expressionismo surgiu na Alemanha no início do século XX, concomitante ao Fauvismo que se aflorou na França. Ambos foram responsáveis por abrir ao mundo as correntes vanguardistas. Tal qual o movimento francês, o expressionismo rompia com o impressionismo, defendendo que a arte deveria ter um papel intuitivo em que predominasse a visão e expressão do artista e não a mera impressão da realidade em que se resumia a arte no período anterior.

O termo foi utilizado pela primeira vez em 1901 pelo francês Julien Auguste Hervé, o qual usou a palavra para se referir a uma mostra de pintura exposta no Salão dos Independentes de Paris, identificando as diferenças com o Impressionismo.

Essa vanguarda artística foi bastante homogênea, embora tendo coexistindo em várias regiões e com várias modalidades artísticas. Basicamente de essência subjetiva, era marcada pela angústia da época, situada nos pré e pós-guerras. Era por meio da arte que se expressavam os sentimentos trazidos pelo contexto histórico e social pelo qual a Europa passava.

Naquele momento, a Alemanha passava por um período de efervecência intelectual, sendo a arte alvo constante dos estudos de Wagner, Nietzsche, Konrad Fiedler, Theodor Lipps e Wilhelm Worringer, entre outros. Foi nesse cenário privilegiado que o expressionismo foi apresentado ao mundo e defendido por seus criadores.

Não foi apenas na pintura que o expressionismo deixou sua marca no mundo. Todas as manifestações artísticas foram marcadas por seus traços emocionais e distorsões formais. O teatro, o cinema, a música, a literatura, a dança, a arquitetura e a escultura, entre outros, tiveram no expressionismo uma vertente capaz de levar à arte a função social do período, qual seja a de trabalhar os sentimentos da época.


Cubismo


O cubismo também surgiu no início do século XX, tendo como principal expoente o famoso pintor Pablo Picasso. A obra Les demoiselles d’Avignon, 1907 é o marco inicial dessa importante vanguarda.

Possui como principal característica o traçado geométrico e o descompromisso com a realidade. São expressas as três dimensões, mas todas no mesmo plano, como se as formas estivessem abertas. As linhas são retas e representam os objetos pelos olhos de um expectador que visualiza o objeto por vários ângulos. Há uma sensação de pintura escultória e as cores são fechadas e austeras.

Nas artes plásticas, seus principais pintores, além do já citado Picasso, foram Paul Cézanne, Georges Braque, Juan Gris, Umberto Boccioni, Diego Riviera, Tarcila do Amaral e Vicente do Rego Monteiro, entre outros. Na literatura se destacaram Érico Veríssimo, John Passos, Guillaume Apollinaire, Blaise Cendrars, Oswald de Andrade, entre outros.

Quem foi Pablo Picasso?


Pablo Picasso tinha um nome enorme: Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso. Nasceu na cidade espanhola de Málaga em 1881, estudou em Barcelona e trabalhou na França. Em 1937, em meio à Guerra Civil Espanhola, pinta “Guernica”, seu mural mais conhecido. Morre em 1973 numa região francesa próxima à Cannes, tendo se consagrado como um dos maiores pintores de todos os tempos.

Futurismo


O Futurismo surgiu em 1909 como movimento artístico e literário. Baseava-se na tecnologia que começava a surgir e negava a moral e o passado. O movimento era ativamente defendido tendo como seu primeiro manifesto o texto Les mots en liberté, que significava liberdade às palavras.

Os adeptos desses movimentos defendiam o design, a publicidade e a propaganda como veículos de arte. Sua principal característica era a exploração do lúdico, da abstração, das cores vivas e do contraste, além de imagens sobrepostas que traziam a ideia de movimento.
Na literatura, os artistas faziam uso de onomatopeias e frases fragmentadas em suas poesias, com o intuito de transmitirem a ideia do progresso tecnológico o qual defendiam.

Dadaísmo


O Dadaísmo nasceu em 1916 em meio à Primeira Guerra Mundial. Criado por intelectuais contrários à grande guerra, e inclusive por desertores do serviço militar, nasceu no Cabaret Voltaire, em Zurique na Alemanha. Acredita-se que seu nome tenha sido dado ao acaso, já que naquele momento não havia preocupações lexicais.

Tenta-se abolir a lógica. Defendia-se, portanto, a falta de ordem e de lógica, não só nas artes visuais como na literatura, ridicularizando o padrão existente. Teve como principais artistas Andre Breton, Tristan Tzara, Marcel Duchamp, Man Ray, Hans Arp, entre muitos outros.

Surrealismo


O Surrealismo nasceu em Paris na década de 1920. Foi fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud, negando o positivismo artístico e defendendo a importância do papel do inconsciente no processo de criação.

Em defesa da arte como instrumento de expor as manifestações do mundo subjetivo, a arte surrealista mescla o abstrato e o irreal, trazendo à tona o mundo dos sonhos e dos desejos.

Andre Breton, um de seus maiores expoentes, propôs aos artistas, em um manifesto publicado em 1924, que expressassem suas ideias de maneira espontânea e livre, de forma a externar nas obras seu mundo psíquico. Era um mundo sem qualquer preocupação estética ou moral.

Entre muitos artistas, podemos citar como grande nome do surrealismo o pintor Salvador Dalí. Ele pintou os sonhos e a fantasia com muita maestria. Além dos quadros, Dalí se aventurou no cinema, dirigindo “Um cão andaluz” (1928), em parceria com o diretor espanhol Luis Buñuel.

Relembrando


Fauvismo: Movimento que rompe com o impressionismo, apresentando uma arte equilibrada e serena. Possui cores fortes e traços marcantes.

Expressionismo: A arte serve como veículo dos sentimentos. Para a vanguarda expressionista a obra deveria expressar o mundo interior.

Cubismo: Traços geométricos e imagem em único plano. Expressa sensação de observar as formas por todos os seus lados. Sem compromisso com o real.

Futurismo: Obras abstratas e com ideia de movimento. Vanguarda que contempla o avanço tecnológico da época.

Dadaísmo: Descompromisso com o nexo e a lógica. Falta de formas e modelos.

Surrealismo: A obra de arte serve para representar o mundo dos sonhos, dos desejos e da fantasia.

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