Fernando Pessoa: Análise crítica de suas obras

Sabemos que a crítica textual ou ecdótica, é a arte cuja intenção é de apor o texto tanto quanto possível da sua forma natural, isto é, da forma pretendida pelo autor. A ecdótica trata, portanto, de restabelecer, por meio de meticulosas regras de hermenêutica e exegese, a forma mais próxima do que seria a redação inicial de um texto, a fim de estabelecer a sua edição determinante.

Desse modo tem-se como objetivo, nesse texto, analisar as narrativas de Fernando Pessoa, relacionando as suas obras que sofreram crítica textual. Fernando António Nogueira Pessoa, mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português, é considerado um dos maiores poeta da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um legado da língua portuguesa ao mundo. Faz necessário salientar suas obras mais importantes: do Livro do Desassossego, Ficções do interlúdio: para além do outro oceano, Na Floresta do Alheamento, O Banqueiro Anarquista, O Marinheiro, Por ele mesmo, entre outras, as quais são bastante valiosas, visto que Fernando Pessoa foi um dos mais importantes poetas portugueses.

Fernando Pessoa usou em suas obras diversas autorias. Usou seu próprio nome (ortônimo) para assinar várias obras e pseudônimos (heterônimos) para assinar outras. Os heterônimos de Fernando Pessoa tinham personalidade própria e características literárias diferenciadas. São eles: Álvaro de Campos era um engenheiro português de educação inglesa. Influenciado pelo simbolismo e futurismo, apresentava um certo niilismo em suas obras.

Ricardo Reis era um médico que escrevia suas obras com simetria e harmonia. O bucolismo estava presente em suas poesias. Era um defensor da monarquia e demonstrava grande interesse pela cultura latina.

Alberto Caeiro, com uma formação educacional simples (apenas o primário), este heterônimo fazia poesias de forma simples, direta e concreta. Suas obras estão reunidas em Poemas Completos de Alberto Caeiro.

Destacam-se entre suas obras as seguintes abaixo citadas:

– Publicadas em vida

  • 35 Sonnets (1918)
  • Antinous (1918)
  • English Poems, I, II e III (1921)
  • Mensagem (1934)

– Publicadas postumamente

  • Poesias de Fernando Pessoa (1942)
  • A Nova Poesia Portuguesa (1944)
  • Poemas Dramáticos (1952)
  • Novas Poesias Inéditas (1973)
  • Poemas Ingleses Publicados por Fernando Pessoa (1974)
  • Cartas de Amor de Fernando Pessoa (1978)
  • Sobre Portugal (1979)
  • Textos de Crítica e de Intervenção (1980)
  • Obra Poética de Fernando Pessoa (1986)
  • Primeiro Fausto (1986)

Nos sites consultados não encontramos nada que pudesse reforçar a análise realizada a cerca desta crítica textual presente na obra de Fernando pessoa. Estudos comprovam que a Crítica Textual, com o seu método rigoroso de investigação histórico-cultural e genética, toma os textos como expressões da cultura pessoal ou social, com as preocupações fundamentais de averiguar a autenticidade dos mesmos e a fidedignidade da sua transmissão através do tempo, e de cuidar de interpretá-los, prepará-los e reproduzi-los em edições que se identifiquem ou se aproximem o mais possível da vontade dos autores ou dos testemunhos primitivos de que temos conhecimento.

É compreensível até certo ponto que, como ciência cujos fundamentos teóricos só neste século se têm formulado com mais clareza e exatidão, a Crítica Textual não esteja ainda com o seu campo de atuação bem delimitado e devidamente valorizado por muitos dos que se dedicam ao estudo das ciências da linguagem. Essa delimitação é, pois, urgente e absolutamente imprescindível, entre outras razões como meio de fazer compreender o alcance de tais estudos e pesquisas e de propiciar a comparação dos seus resultados com os de outros estudos superiores de Letras.

A preparação de edições críticas é na verdade um dos pontos culminantes das atividades filológicas. Como está na moda publicar edições com tal rótulo, não poucas vezes contrariamente às exigências mais modernas e atuais para trabalhos dessa natureza, é imperioso aqui repetir o que já sabem os que se dedicam aos estudos de Crítica Textual.

São partes essenciais da edição crítica: a reprodução do texto tomado como base da edição (texto de base, ou texto-base, ou texto crítico) rigorosamente transcrito segundo critérios previamente estabelecidos, e acompanhado, no caso de mais de um testemunho (como as sucessivas etapas da elaboração autoral), das suas variantes; um minucioso registro crítico-filológico, que propicie ao leitor o ensejo de avaliar todo o trabalho empreendido (com a indicação de dados histórico-culturais e bibliográficos, dos critérios adotados na preparação do texto e da edição, e de outros elementos necessários à compreensão global do que foi feito). A função da crítica é por vezes tão mal compreendida como a função do crítico, abrindo-se as portas a uma velha rivalidade entre autor e crítico, que merecia, aliás, uma história própria.

Deixamos de parte o ponto mais quente desta história: a famosa “escola do elogio mútuo”, que Antero denunciou durante a polémica “Bom Senso e Bom Gosto” na crítica literária feita em Lisboa, de alguma forma se perpetuou até aos nossos dias, deixando crescer uma crítica mais emocional do que criteriosa.
A crítica literária é hoje praticada por duas espécies de indivíduos: a dos críticos e a dos recenseadores. A partir daqui, considero crítico literário todo aquele indivíduo que também sabe ou soube ser teórico, conhece ou reconhece o que é ser teórico.

Assim, o crítico é aquele que mais próximo está de um filósofo: não aceita nenhum pensamento sem se interrogar aprioristicamente sobre a validade desse pensamento. Por isso, o crítico é por definição aquele que, perante uma obra de arte, procura demonstrar a verdade que tal obra lhe comunicou.Gostou do conteúdo e ficou interessado em saber mais? Siga acompanhando nosso portal e fique por dentro de todas nossas publicações. Aproveite também para conhecer nossos cursos e ampliar seus conhecimentos.

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