Imunofluorescência: Entenda aqui

A técnica de imunofluorescência utiliza anticorpos marcados com corantes fluorescentes para revelar a formação de imunocomplexos vírus-anticorpo. Os anticorpos marcados são chamados de conjugados. 

O corante fluorescente usado mais frequentemente em virologia é o isotiocianato de fluoresceína (FITC), o qual produz uma fluorescência verde-amarelada.

Imunofluorescência é definida como uma técnica que possibilita a visualização de antígenos nos tecidos ou em suspensões celulares, por meio da utilização de anticorpos específicos, marcados com fluorocromo, capazes de absorverem a luz ultra-violeta (UV), emitindo-a num determinado comprimento de onda, permitindo sua observação ao microscópio de fluorescência (com luz UV).

Qual a importância?

A imunofluorescência, descrita por Coombs em 1942, permitiu a identificação de antígenos teciduais, como as imunoglobulinas humanas e derivadas do complemento, que têm sido utilizados em larga escala para o diagnóstico de doenças bolhosas cutâneas, lupus eritematoso e vasculite, entre outras.

Tipos de Imunofluorescência

Imunofluorescência Direta (IF)

É um método utilizado para identificar muitos antígenos virais. Na IF direta, um conjugado de especificidade conhecido é adicionado a células infectadas por vírus, fixados em uma lâmina de microscópio. 

Se o anticorpo é específico para o antígeno, ocorre a formação do complexo que é visualizado pela fluorescência, observado ao microscópio de fluorescência. Se o conjugado não é específico para o antígeno, não há formação de imunocomplexos, logo não há fluorescência.

Imunofluorescência Indireta (IFI)

Esta técnica é usada para identificar antígenos ou anticorpos. O teste é realizado em duas etapas. Na primeira etapa, anticorpos não-marcados são adicionados a células infectadas fixadas a uma lâmina de microscópio. Após a incubação, as lâminas são lavadas para remover anticorpos não-ligados. 

Na segunda etapa, um anticorpo anti-imunoglobulina conjugado com fluoresceína é adicionado. O tipo de conjugado é determinado pela espécie do anticorpo usado na primeira etapa. Por exemplo, se uma imunoglobulina humana é utilizada na primeira etapa, o conjugado anti-imunoglobulina humana é empregado na segunda etapa.

A técnica de IFI tem vantagem de não ser preciso obter um anti soro conjugado com o corante fluorescente para cada tipo de vírus, o que torna o diagnóstico mais barato do que quando se utiliza apenas a IFD.

Como ocorre a fluorescência:

Os anticorpos são marcados com moléculas que se excitam quando submetidos a uma fonte luminosa, corando em amarelo ou esverdeado quanto se utiliza o acetato de fluoresceína, ou em vermelho quanto trata-se de rodamina.

Doenças que podem ser estudadas:

– Bolhosas: pênfigo, dermatite herpetiforme (IgA), doença por IgA linear (IgA), penfigóide bolhoso (IgG ou C3), herpes -gestacional (IgG e C3) e epidermólise bolhosa.

– Lupus eritematoso: estudo da banda lúpica (IgG, IgM e C3 usualmente).

– Epidermólise bolhosa: estudo do nível de clivagem com Colágeno IV, laminina e bp 180/230.

– Vasculites

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