Liberação das Vias Aéreas

Liberação das Vias Aéreas

O acesso as vias aéreas tem prioridade sobre todos os outros aspectos da reanimação em quase todos os pacientes graves. Durante o exame primário a avaliação das vias aéreas e respiração devem ser completadas em no máximo 15 segundos. 

O socorrista deve atuar imediatamente caso a via aérea se encontre obstruída, haja risco de broncoaspiração ou comprometimento respiratório. 

As causas mais comuns de obstrução alta de vias aéreas na medicina pré-hospitalar são: queda da língua sobre a parede posterior da faringe e corpos estranhos. 

Os indivíduos inconscientes têm relaxamento da musculatura da hipofaringe que sustenta a língua. O socorrista pode atuar com eficácia mesmo totalmente desprovida de equipamentos, através de simples manobras manuais. 

Procedimento 

Para realização da liberação das vias aéreas o socorrista deve realizar os seguintes passos:

• 1º passo: Inspecione a boca e certifique-se que não existe nenhuma obstrução por prótese, vômito, sangue e outros. Se presentes retirar o corpo estranho com dedos enluvados ou aspirando aos líquidos;

• 2º passo: Na ausência de suspeita de trauma (vítimas clínicas) realize a manobra de hiperextensão do pescoço, de maneira que a base da língua não obstrua a parte superior da traqueia. Ao suspeitar de eventos traumáticos, realize manobras de elevação da mandíbula ou tração do mento

Na elevação da mandíbula, o socorrista permanece de pé ou de joelhos junto à cabeça do paciente e agarra os arcos da mandíbula com as pontas dos dedos, enquanto as mãos são colocadas nos lados da face do paciente.

A mandíbula é levantada para frente. A posição dos cotovelos na maca ou na prancha deve ser a mais confortável possível para o socorrista.

Com a nova sequência (AHA- 2010) “compressões torácicas primeiro”, a RCP será executada se o adulto não estiver respondendo e nem respirando ou não respirando normalmente, como já mencionado, os socorristas leigos serão instruídos a aplicar a RCP se a vítima que não responde “não estiver respirando ou estiver apenas com gasping”.

A sequência da RCP começa com compressões (sequência C-A-B). Logo, a respiração é verificada rapidamente como parte da verificação quanto a PCR e após a primeira série de compressões torácicas, a via aérea é aberta e o socorrista aplica duas ventilações.

Ao reconhecer a apneia realize duas ventilações de resgate – boca a boca, boca a máscara, boca a nariz, boca a estoma ou bolsa-valva-máscara. Estas ventilações devem ter duração de 2 a 4 segundos, e um intervalo de 1 a 2 segundos, entre uma ventilação e outra, permitindo assim a expiração.

Em ventilações muito rápidas, o ar provavelmente será direcionado ao estômago, podendo ocasionar distensão gástrica, regurgitação e aspiração.

Recomenda-se aplicar fluxos inspiratórios lentos, evitando atingir a pressão de abertura do esôfago (cerca de 20 cmH2O). Se possível a cânula orofaríngea deve ser utilizada neste momento.

A manobra de compressão da cartilagem cricoide ou manobra de Sellick não é mais recomendada pela AHA (2010).

Em pacientes que apresentam apenas parada respiratória, em que a massagem cardíaca não está sendo realizada, a ventilação deve ser feita de dez a doze vezes por minuto (1 ventilação a cada 5 segundos – adulto, a cada 4 segundos em crianças maiores de 8 anos e a cada 3 segundos em lactentes), verificando-se a cada dois ou três minutos se o paciente continua apresentando sinais de circulação.

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