Membrana Plasmática e suas Características

As células são as estruturas microscópicas da organização do corpo dos seres vivos. Seu estudo começou com Robert Hooke ao analisar um corte de cortiça. O termo que a denomina advém do latim cella, que significa pequeno compartimento, o que faz direta ligação com o quer foi constatado por Hooke ao analisar o corte do vegetal.

Nessa observação o pesquisador visualizou células mortas, e por isso foi capaz de enxergar apenas a parede celular, achando que se tratava assim de um compartimento e não uma estrutura viva e complexa. Sabendo e baseando-se na teoria celular, onde todo ser vivo é composto de células, se torna muito importante que sejamos conhecedores das estruturas que a formam, sendo elas, membrana plasmática, citoplasma e núcleo. Nesse texto iremos abordar a membrana plasmática e suas características.

A membrana plasmática ou celular constitui-se num envoltório presente em todas as células, cuja espessura pode variar entre 6 a 10 nm. É composta por lipídios, proteínas e carboidratos. É uma estrutura que exerce complexas atividades fundamentais à sobrevivência de todos os seres vivos.

É a responsável pela individualização das células, separando os meios intra e extracelular. Desta forma, também, promove o controle da entrada e saída de substâncias do interior da célula. Entretanto, mesmo com uma estrutura que permite a passagem de diversos materiais através dela, existe uma seleção de tais materiais. A esta seleção dá-se o nome de permeabilidade seletiva.

A permeabilidade seletiva confere à célula, entre outras funções, a manutenção da constância do meio intracelular, que é diferente do meio extracelular. O controle da passagem de substâncias só é possível em virtude de constituição. É formada por duas camadas fluidas e contínuas compostas por lipídios, onde estão inseridas moléculas de proteína.

Com isso, os lipídios situados nas bordas da membrana conferem a ela um caráter hidrofóbico, ou seja, que não permite a passagem de água ou substâncias solúveis em água. Já a camada proteica, caracterizada como hidrofílica, torna possível a passagem de água e outras substâncias nela solúveis (como íons, açúcares e aminoácidos) entre os meios intra e extracelular. O tipo de proteína contido na membrana celular varia de célula para célula e determina as funções específicas das membranas.

A superfície externa da membrana plasmática apresenta uma região rica em carboidratos ligados a proteínas (formando glicoproteínas) ou a lipídios (formando glicolipídios), denominada glicocálice ou glicocálix. Essa estrutura funciona como uma extensão da própria membrana plasmática; é funcionalmente importante e sua composição não é estática. Varia de um tipo celular para outro e, na mesma célula, varia com a região da membrana e conforme a atividade funcional da célula em determinado momento.

Além de proporcionar resistência à membrana plasmática, o glicocálix possui outras funções:
– Constitui uma barreira contra agentes físicos e químicos do meio externo;

– Confere às células a capacidade de se reconhecerem, uma vez que células diferentes têm glicocálix formado por carboidratos diferentes, e células iguais têm glicocálix formado por carboidratos iguais;

Forma uma malha que retêm nutrientes e enzimas ao redor das células, de modo a manter um meio externo adequado.

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