Oferta turística: O que é?

Para explicar o turismo em toda sua extensão, não podemos nos limitar a análise da demanda, é necessário ver o outro lado e delimitar conceitualmente a oferta turística; que se define segundo OMT (2001) como: ”O conjunto de produtos turísticos e serviços postos à disposição do usuário turístico num determinado destino, para seu desfrute e consumo”.
Em um destino turístico, a oferta a disposição da demanda constitui algo mais que a simples soma dos produtos turísticos que contem, representa um todo integrado por esses produtos, os serviços precisamente turísticos e os não turísticos, a imagem geral do destino, etc. Deve-se levar em consideração, além disso, que a oferta turística pode ser usada de forma não turística pelos residentes ou pelos visitantes não relacionados com a atividade turística, daí a definição de usuário turístico. Por exemplo, um morador do Rio de Janeiro pode eventualmente ir até o Corcovado para apreciar a paisagem. Outro exemplo é o elevador Lacerda em Salvador, que muitos residentes usam para ir a cidade baixa, e também muitos turistas o visitam diariamente.
Todavia, definir o que se entende por oferta turística não é tão simples como parece. Existe uma clara tendência – que parte de uma visão muito ampla do negócio turístico – a considerar as agencias de viagens, companhias de transporte regular e inclusive empresas e organismos promotores do turismo como parte integrante dessa oferta quando, na verdade, são operadoras do mercado encarregados da comercialização turística, ou seja, de por em contato a oferta e a demanda e que, ainda fazendo parte do sistema turístico, não são estritamente oferta, não produzem bens e serviços turísticos consumidos pelos turistas.
Assim a OMT (1996) se apoia no conceito de gastos turísticos para identificar diferentes categorias de oferta turística conforme o local em que se realize o gasto. Dessa forma leva em consideração, todo gasto de consumo efetuado por um visitante ou por conta de um visitante, durante seu deslocamento e sua estada no lugar de destino.
Caso fossem classificados por partes, os principais conceitos de gasto turístico, seriam obtidas com as seguintes combinações:


– Alojamento
– Alimentação
– Transporte
– Lazer, cultura, atividades esportivas
– Compras
– Outros


Todas essas atividades são realizadas predominantemente no lugar de destino turístico, pois é ai que se assenta a oferta turística. Dessa maneira a atividade das agencias de viagens, principalmente nos mercados de origem é, tecnicamente uma função de comercialização da oferta turística, comunicando e distribuindo o produto turístico. Quando as agencias de viagens, principalmente as grandes ou as operadoras de turismo, planejam e elaboram seu produto, o qual sempre contará com, pelo menos um dos elementos citados, ou seja, com uma oferta colocada a sua disposição por outras empresas. De fato, a margem de lucro das agencias por sua medição fará parte da economia nacional do país de origem, não do destino turístico.

Os transportes supõem uma categoria mista uma vez que, em função da aproximação entre demanda e lugar de destino – onde se encontra a oferta turística- realizam, também uma função de mediação. No entanto, o viajante considera este produto como parte de seus gastos turísticos, principalmente quando faz parte do pacote turístico. Quando o transporte é, além disso, uma das principais partes do produto turístico (por exemplo, cruzeiros, circuitos combinados) ou supõem uma atividade complementar no destino (por exemplo, carros alugados), não resta duvida de que estamos falando de oferta turística.

Gostou do conteúdo e ficou interessado em saber mais? Siga acompanhando nosso portal e fique por dentro de todas nossas publicações. Aproveite também para conhecer nossos cursos e ampliar seus conhecimentos.

Receba novidades dos seus temas favoritos

Se aprofunde mais no assunto!
Conheça os cursos na área de Conhecimentos Gerais.

Mais artigos sobre o tema