Orientação espacial e movimentos corporais

É muito comum percebermos que na primeira infância, onde a criança está constantemente aprendendo coisas novas todos os dias, desde a situar-se no ambiente, sentar-se, engatinhar e caminhar, que por vezes elas possuem uma dificuldade de noção do espaço que as rodeia, ocasionado algumas quedas, batidas, ou derrubar algum objeto.

Isso é normal, pois nessa fase ainda estamos desenvolvendo muitas funções do corpo, incluindo de orientação espacial. É importante destacar que deve se estimular a criança a cada vez mais tomar ciência do espaço que a cerca, pois isso influência diretamente nos processos de desenvolvimento motor e até na alfabetização.

Orientação espacial é a capacidade que o indivíduo tem de situar-se e orientar-se, em relação aos objetos, às pessoas e o seu próprio corpo em um determinado espaço. É saber localizar o que está à direita ou à esquerda; à frente ou atrás; acima ou abaixo de si, ou ainda, um objeto em relação a outro. É ter noção de longe, perto, alto, baixo, longo, curto (ASSUNÇÃO; COELHO, 1996, p.91-96).

Boulch (1987, p. 9) afirma que “o espaço é o primeiro lugar ocupado pelo corpo e no qual se desenvolvem os movimentos corporais. Este espaço vivido com limites suaves é objeto de uma experiência emocional intensa […]” E estes movimentos corporais têm origem em diversos aspectos, entre eles os sociais e os neurológicos, que são de grande importância. A orientação espacial é a consciência do corpo com o meio.

A criança que inicia o processo da alfabetização sem possuir as noções de posição e orientação espacial, pode apresentar os seguintes problemas em sua aprendizagem:
• confundir letras que diferem quanto à orientação espacial (b/d, q/p);

• ter dificuldade em respeitar a ordem das letras na palavra e das palavras na frase (brasa/barsa);

• ser incapaz de locomover os olhos no sentido esquerdo-direito (pula uma ou mais linhas durante a leitura);

• na escrita, não respeitar a direção horizontal do traçado;

• não respeitar os limites da folha;

• dificuldades para se organizar com seu material escolar;

• esbarrar em objetos e pessoas.
Portanto, o movimento humano, as noções de corpo, espaço e tempo têm que estar intimamente relacionadas. O corpo coordena-se, movimenta-se continuamente dentro de um espaço determinado, em função do tempo, em relação a um sistema de referência.

Percebemos quando houve problemas de desenvolvimento motor e espacial na infância, quando vemos adultos que possuem dificuldades de discernir direita e esquerda, possuem limitações para determinadas atividades por falta de coordenação motora.

Claro que na maioria dos casos essas disfunções não causam maiores problemas a estes indivíduos. Porém é necessário destacar que depois de atingida a idade adulta, o processo de aprendizagem de noções espaciais e de habilidades motoras é mais lento e dificultoso, tendo em vista que o indivíduo já teve sua formação biológica completa e carrega uma bagagem de experiências e vícios motores que já estão intrínsecos nos seus movimentos “automáticos”, entendendo por estes as tarefas que fazemos sem necessidade de pensar sobre o que precisamos realizar.

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