Os métodos de extração de material vegetal

As fontes de matéria prima de medicações e tratamentos alternativos são das mais variadas. Assim, muitos remédios e tratamentos vêm a partir das propriedades curativas oriundas dos vegetais. Na natureza existe uma gama de vegetais que possuem propriedades capazes de curar algumas doenças e curar ferimentos. Se você conversar com seus avós, por exemplo, garanto que irão lhe contar varias receitas caseiras com o uso de ervas e plantas.

Sendo assim, é de suma importância conhecer o processo de extração do material vegetal. Essa extração pode se dar meios manuais e em laboratório. Abaixo vamos abordar melhor os processos de extração existentes.

O processo extrativo visa à retirada dos princípios ativos de dentro de determinada droga vegetal, por meio de um solvente, obtendo-se formas terapêuticas mais convenientes ao manuseio e a manipulação.

A extração de plantas medicinais é um processo seguinte da secagem, estabilização e moagem. O processo de extração depende de fenômenos de difusão e a renovação do solvente em contato com as substâncias solúveis permitem a dissolução dessas. Devem-se considerar as características do material vegetal, o seu grau de divisão, o meio extrator (solvente) e a metodologia de extração. O poder de penetração do solvente depende da textura da parte da planta a ser extraída, quanto mais rígido o material, menor seu grau de granulometria.

O solvente extrator escolhido deve ser o mais seletivo possível, essa seletividade depende do grau de polaridade das substâncias presentes na planta as quais se deseja extrair. Quando não se conhece as características das substâncias presentes em determinada espécie estudada, utiliza-se normalmente extração com solventes de diferentes polaridades, a fim de agrupar em cada solvente utilizado, diferentes grupos de constituintes químicos. Em geral, todas as substâncias de interesse fitoquímico possuem razoável solubilidade em misturas etanólicas ou metanólicas a 80%, sendo essas usualmente utilizadas na extração de constituintes presentes em espécies medicinais.

A extração de algumas substâncias é influenciada pelo pH do líquido extrator, exemplo disso é a extração de compostos alcaloidicos de natureza alcalina com soluções ácidas.
Alguns métodos de extração assemelham-se aos métodos utilizados na medicina popular para utilização de espécies vegetais terapêuticas, como exemplo são os métodos de maceração, decocção e infusão como descritos anteriormente.

Outros métodos pela necessidade de aparelhagens são utilizados em laboratórios, como:

Digestão: extração a temperatura ambiente por meio do contato da droga vegetal com o solvente mantido em uma temperatura de 40 a 60º C;
Percolação: técnica em que o solvente a temperatura ambiente fica em contato estático ou dinâmico com a planta em recipiente adequado, o percolador;
Turbólise: emprego de um equipamento específico, um liquidificador industrial, que pulveriza as partes vegetais a temperatura ambiente e lava os conteúdos celulares, extraindo os princípios ativos;

Vale destacar que o produto final gerado a partir das extrações pode ser tanto uma formulação mais “caseira”, como um medicamento.

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