Os Três limites das placas tectônicas

Para podermos falar sobre os três limites das placas tectônicas, precisamos primeiro enteder o que são as placas tectônicas e sua teoria. Defini-se placas tectônicas como grandes blocos rochosos semirrígidos que compões a crosta terrestre. Na terra, temos quatorze principais placas, placas essas que se movimentam sobre o manto, tendo um movimento de forma lenta e contínua. Esses movimentos podem ser de afastamento entre elas, ou aproximação.

Por conta dessa movimentação que existe entre as placas, ocorrem formação de cadeias montanhosas, fossas oceânicas, atividades vulcânicas, terremotos e tsunamis.

Teoria das Placas Tectônicas

Datada de 1913, e de autoria de Alfred Wegener, têm-se a teoria da deriva continental, a qual afirma que, a milhos de anos, as massas de terra formavam um [único continente, chamado pangeia. Essa teoria teve sua confirmação com a ascensão da teoria das placas tectônicas.

A teoria das placas admite o pressuposto de que a crosta terrestre está dividida em grandes blocos, ou seja, em placas que abrangem o fundo do oceano e os continentes. Essas placas movimentam-se sobre o manto (magma), a partir das forças advindas do interior da Terra (núcleo). Sendo assim, temos que a superfície terrestre não é imóvel, está sempre em constante movimentação.

Abaixo vamos abordar melhor os três tipo de limites entre as placas tectônicas, onde conseguimos notar melhor os produtos das movimentações das placas.

1°- Placas Convergentes: São quando as placas convergem, ou seja, quando elas colidem. A placa mais densa mergulha sobre a menos densa gerando uma área de intenso magmatismo. Existem três tipos de convergência:

Convergência de duas Placas Oceânicas

Quando há a colisão entre essas duas, a placa mais fria, densa, antiga e espessa, mergulha sob a outra, carregando consigo parte dos sedimentos acumulados sobre ela. Esses sedimentos irão se fundir junto com crosta oceânica em subducção, gerando intensa atividade vulcânica, formando arcos vulcânicos ou arcos de ilhas. Exemplo: Fossas Marianas, ilhas do Japão, etc.

Convergência de duas Placas Continentais

Quando há colisão entre duas placas continentais, a mais densa mergulha sobre a outra gerando um intenso metamorfismo, ou seja, grandes cadeias montanhosas. Exemplo: Cordilheira do Himalaia.

Convergência de uma Placa Continental com uma Oceânica

Quando ocorrer uma colisão entre essas duas placas, sendo uma oceânica e outra continental, provocará a subducção da placa continental, produzindo um arco magmático continental ou uma fossa abissal na borda do continente. Exemplo: Cordilheira dos Andes, Fossa Peru-Chile, respectivamente.

Agora veremos o processo de convergência de duas placas oceânicas, de duas continentais e de uma placa continental convergindo com uma oceânica, respectivamente.

Observe onde o encontro de placas convergentes (Oceânica-continental e continental-continental) ocorreu e modificou a crosta terrestre no planeta, gerando as grandes cadeias montanhosas.

2°- Placas Divergentes: Esse processo ocorre quando as placas se divergem, ou seja, afastam-se uma das outras formando crostas (Relevos) oceânicas ou dorsais meso-oceânicas.

3°- Placas Conservativas ou Transformantes: As Placas Conservativas (ou Transformantes) são placas que deslizam lateralmente uma em relação à outra, sem formar ou destruir crostas. Exemplo: Falha de San Andreas na América do Norte.

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