Poluição e Contaminação dos Recursos Hídricos

Primeiramente, você sabe o que é poluição? E contaminação? E a diferença entre os dois?
Poluição é o ato ou ação de poluir como também a degradação do meio ambiente originada pela ação do homem ou qualquer outro fator, tornando-o prejudicial à saúde humana. Esta é uma situação em que há interferência de fatores estranhos resultando num desequilíbrio. Quando falamos em poluição, podemos citar poluição do ar, sonora, hídrica, entre outras.

Contaminação é a ação ou resultado de contaminar (-se), de tornar (-se) infectado ou impuro com presença de micro-organismos ou substâncias nocivas. A seguir vamos conferir as diferenças entre elas.
A poluição é qualquer fator que modifica o aspecto do sistema original; seja água, ar, solo, etc., deixando-o visualmente modificado ou sujo. Apresenta características diferentes da água em condições normais. Por exemplo, a cor, o cheiro e a temperatura alterados podem ser indicativos de poluição.

A contaminação acontece quando existem fatores patógenos ou químicos que modificam estas características. Por exemplo: a água de um rio pode estar poluída por sólidos em suspensão (suja, barrenta) podendo não estar contaminada. Estará contaminada se tiver algum micro-organismo patogênico (como bactérias), ou algum contaminante químico (como o mercúrio).
A água poluída não serve para o uso industrial, agrícola e consumo humano. Geralmente é poluída pela atividade antrópica e também por causas naturais como lixiviação de metais ou rochas, assoreamento dos rios, vegetais em decomposição, entre outras.

Como a ação humana é contínua e, cada vez mais polui as águas, novas legislações para a conservação dos recursos hídricos surgem. A nível de curiosidade, no Direito e Legislação Ambiental há alguns princípios que favorecem o meio ambiente e os recursos hídricos, entre eles podemos citar:

Princípio do Poluidor Pagador
Obriga quem poluiu a pagar pela poluição causada ou que pode ser causada.

Princípio da Prevenção
O principal objetivo é evitar que ocorra dano ao meio ambiente. A conservação e a fiscalização do meio ambiente devem ser de forma repressiva no controle.

Princípio da Educação
Promove a conscientização coletiva em torno da necessidade de preservação do meio ambiente.

Princípio do Desenvolvimento Sustentável
O desenvolvimento econômico deve compatibilizar com a preservação do meio ambiente. A exploração do meio ambiente é necessária, no entanto, deve ser realizada de forma equilibrada, para que não ocorra o esgotamento dos recursos naturais existentes.

Atualmente existem oito tipos de poluentes. São eles:
– Lixos que desoxigenam a água (Ex: Materiais vegetais e animais);
– Agentes infecciosos: (Ex: Bactérias e vírus);
– Nutrientes vegetais: (Ex: Fertilizantes como nitratos e fosfatos);
– Compostos químicos orgânicos (Ex: Pesticidas e detergentes);
– Outros produtos químicos (Ex: Ácidos de mineração e ferro de siderúrgicas);
– Sedimentos de erosão (Ex: Areia e lama no leito do rio, que pode destruir organismos que vivem na interface sólido-líquido);


Substâncias radioativas (Ex: Lixo da mineração e processamento de materiais radiativos; material radiativo usado).
Calor oriundo da indústria (Ex: Água para refrigeração industrial).
A disponibilidade e a qualidade da água é assunto muito sério, sabendo que todos os seres vivos são totalmente dependentes dela. Então, o desperdício, sua poluição ou contaminação são temas de grande importância e que deveriam causar a todos nós preocupação e indignação.
O lançamento de dejetos nos rios vindos do uso industrial ou doméstico, a contaminação e poluição dos lençóis freáticos (das águas superficiais) devido ao chorume dos lixos, vazamentos de petróleo ou qualquer outro dejeto que possa colocar em risco a vida dos animais que vivem ou dependem da água e o resfriamento dos equipamentos de indústrias ou de usinas termelétricas, colocam em risco o meio ambiente, a água, desequilibrando os mais variados tipos de ecossistemas.

Segundo a Constituição Federal:

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
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