Pressão Arterial Não Invasiva (PANI) (SINAIS vitais)

Pressão arterial sistêmica é a pressão gerada na parede das grandes artérias, resultante dos batimentos cardíacos e da resistência da parede do vaso ao fluxo sanguíneo.

A pressão arterial esta associada ao volume de sangue e ao sistema circulatório. Ela varia com a força de contração do ventrículo e da quantidade de sangue lançada pelo coração em cada contração.

Logo, a força de contração depende da capacidade cardíaca de bombear o sangue, e quanto maior esta capacidade, maior quantidade de sangue será ejetado.

Porém o rendimento cardíaco também é afetado pelo volume de sangue circulante. Quando ocorre uma diminuição deste volume, em casos de hemorragia, a pressão arterial diminuirá.

Ribeiro (2003) afirma que a pressão arterial também pode ser influenciada por alterações na elasticidade da camada muscular das paredes dos vasos sanguíneos e a viscosidade sanguínea.

Um dado interessante é que a pressão arterial não é igual em todas as artérias, sendo maior à medida que a artéria esta mais distante do coração. Esse efeito ocorre devido ao efeito da gravidade do fluxo sanguíneo.

Quando aferimos a pressão arterial encontramos duas pressões: sistólica e diastólica.

A pressão arterial sistólica é a pressão correspondente ao final da sístole, determinada pelo volume sistólico ventricular esquerdo, pela velocidade de ejeção do sangue e elasticidade da parede aórtica. O valor normal da pressão arterial sistólica é de 90 a 130 mmHg. (Ribeiro 2003)

A pressão arterial diastólica corresponde ao relaxamento do ventrículo. Ela se estabelece pela resistência periférica e pela frequência cardíaca. O valor normal da pressão arterial diastólica é de 60 a 90 mmHg. (Ribeiro 2003)

A pressão arterial não invasiva pode ser mensurada de duas formas: pelo método auscultatório e pelo método automatizado.

Cuidados de Enfermagem

Utilizar manguito de pressão arterial adequado conforme circunferência do membro do paciente, permitindo um valor exato na pressão arterial.

Evitar a superinsuflação (insuflação exagerada), evitando o garroteamento do membro do paciente.

Ao obter uma pressão inaudível com o método auscultatório, solicitar que outro colega faça a mensuração da pressão arterial, confirmando a pressão arterial. Também se deve estar atento a campânula do estetoscópio, que pode estar com defeito, e com isso não permitir a ausculta dos sons de Korotkoff.

Em pacientes com a patologia de coartação de aorta, geralmente se verifica a pressão em todos os membros anotando todos os valores com sua respectiva identificação (estes pacientes possuem irregularidade vascular devido ao estreitamente da artéria aorta, diminuindo o fluxo em membros inferiores e aumentando em membros superiores, tornando necessário ao médico a mensuração de todos os membros para tratamento adequado da pressão arterial).

Em pacientes com monitorização de pressão por método automatizado, deve-se estar atento a programação do aparelho, pois pacientes instáveis com uso de drogas vasoativas necessitam de mensuração da pressão arterial a cada cinco minutos, já pacientes mais estáveis necessitam de mensuração da pressão arterial a cada quinze minutos. Pacientes estáveis sem uso de drogas vasoativas podem ter mensurada a pressão arterial a cada 60 minutos.

É fundamental o rodízio do manguito de pressão arterial por método automatizado. Devendo este ser realizado a cada quatro horas, evitando o garroteamento do membro.

Deve-se também estar atenta a desconexão do equipamento, ou afrouxamento do manguito no membro do paciente. Verificações errôneas no método automatizado podem comprometer o tratamento do paciente.

Ao encontrar alterações repentinas no valor mensurado, fazer uma certificação desta medição, repetindo o processo. Em alguns casos há um erro do equipamento.

Em qualquer método utilizado para mensurar a pressão arterial, se encontrado valores alterados devem ser comunicados ao médico e/ou a enfermeira imediatamente.

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