Punho e mão: As articulações mais complexas do corpo humano


O punho e mão são constituídos por articulações complexas, cuja principal função está relacionada com as atividades da vida diária. A mão desempenha uma variedade de movimentos, porém não está tão protegida como outras regiões estando sujeitas a traumas e agressões.

Aspectos Anatômicos e Biomecânicos

O punho está constituído por oito ossos do carpo, dispostos em duas fileiras que estão associados com o rádio e com a ulna. A primeira fileira (fileira proximal) de ossos é formada pelo escafoide, semilunar, piramidal e pisiforme. A segunda fileira (fileira distal) é formada pelo trapézio, trapezoide, capitato e hamato.

Quais as principais articulações do punho?

As principais articulações do punho são a radioulnar distal, a radiocarpeana e a intercarpeana. A mão compreende inúmeras articulações, a carpometacárpica, metacarpofalangeana e interfalangeana. Todas são articulações sinoviais, sendo que a estruturalmente, as articulações metacarpofalangeana são condilóideas, as articulações interfalangeana são do tipo dobradiça (gínglimos). Tanto a metacarpofalangeana quanto a interfalangeana são reforçadas pelos ligamentos palmares e colaterais.

O punho realiza movimentos em torno de dois eixos, sendo que no plano sagital e eixo transversal são executados os movimentos de flexão e extensão. No plano frontal e eixo anteroposterior os movimentos de adução (desvio ulnar) e abdução (desvio radial).

A amplitude de movimento para desvio radial não ultrapassa os 15° e para o movimento de desvio ulnar 45°. Para os movimentos de flexão e extensão a amplitude é de 85°.

O movimento de circundução é uma combinação dos movimentos acima citados.


É importante ficar atento para as contraindicações do thrust, tais como fraturas, deslocamentos ou outras doenças. Exames radiográficos devem ser solicitados para descartar qualquer quadro patológico.

A articulação da mão


Para avaliação e tratamento da mão é importante ficar atento para as subluxações da coluna cervical. Sabe-se que muitos dos sintomas referidos na mão podem ter origem na coluna cervical devido à compressão das raízes nervosas reproduzindo dores, fraqueza e redução da sensibilidade.

Dor irradiada, sensação de formigamento e dormência no aspecto ulnar da mão pode ser indicativo de distúrbio do nervo ulnar. O nervo ulnar poder ser comprimido ao nível do cotovelo, entre o epicôndilo medial e olécrano, no canal de Guyon no punho ou ao nível da coluna cervical baixa e torácica alta. Compressão das raízes C8/T1 pode causar quadro sintomatológico no trajeto do nervo ulnar.

Distúrbio do nervo mediano reproduz alteração sensitiva na região anterior e lateral do antebraço, região tênar e 1° 2° e 3° dedos. O nervo mediano pode ser comprimido ao nível do túnel do carpo no punho ou na coluna cervical (C6/C7). Alteração na sensibilidade dorsal da mão normalmente está relacionada com distúrbio do nervo radial.

Testes de mobilidade e ajustes

Teste e ajuste de extensão longitudinal para punho
– Posição do paciente: em pé.
– Posição do quiropraxista: em pé de frente para o paciente.
– Contatos: mão externa segura ao nível do punho; mão interna segura ao nível do cotovelo que estará em flexão de 90°.
– Parâmetros: mão externa traciona o punho no sentido longitudinal; mão interna estabiliza o cotovelo; verificar a capacidade em aceitar a extensão longitudinal.
– Ação: impulso (thrust) no sentido da extensão longitudinal se houver restrição.

Teste e ajuste para deslize AP/PA


– Posição do paciente: em pé.
– Posição quiropraxista: em pé de frente para o paciente.
– Contatos: mão externa segura ao nível do punho; mão interna segura ao nível do antebraço distal.
– Parâmetros: mão externa realiza os deslizes AP/PA e observa qualquer restrição.
– Ação: thrust no sentido da restrição.

Teste e ajuste para subluxação em flexão


– Posição do paciente: em pé.
– Posição quiropraxista: em pé de frente para o paciente.
– Contatos: mãos seguras a mão do paciente com os polegares sobre os ossos punho no aspecto posterior.
– Parâmetros: mãos realizam movimento de extensão do punho deslizando os ossos do sentido anterior. Teste osso por osso e observar se existe algum subluxado em flexão.
– Ação: thrust com as duas mãos, principalmente com os polegares no sentido da anterior (extensão).

Teste e ajuste para subluxação em extensão


– Posição do paciente: em pé.
– Posição quiropraxista: em pé de frente para o paciente.
– Contatos: mãos segura a mão do paciente com os polegares sobre os ossos punho no aspecto anterior.
– Parâmetros: mãos realizam movimento de flexão do punho deslizando os ossos do sentido posterior. Teste osso por osso e observar se existe algum subluxado em extensão.
– Ação: thrust com as duas mãos, principalmente com os polegares no sentido da posterior (flexão).
Teste e ajuste para subluxação em desvio ulnar e desvio radial
– Posição do paciente: em pé.
– Posição quiropraxista: em pé de frente para o paciente.
– Contatos: mãos seguras a mão do paciente com os polegares sobre os ossos metatarsos no aspecto anterior.
– Parâmetros: mãos realizam movimento de desvio ulnar e radial do punho. Observar se existe restrição para um dos desvios.
– Ação: thrust com as duas mãos no sentido da restrição.

Teste de extensão longitudinal, deslize lateral-medial, deslize AP-PA, rotação interna-externa para interfalangeana e metacarpofalangeana
– Posição do paciente: sentado
– Posição quiropraxista: sentado de frente para o paciente
– Contatos: mão ativa segura em pinça (1° e 2° dedos); mão estabilizadora segura em pinça à falange ou metatarso correspondente.
– Parâmetros: mão ativa realiza os deslizes possíveis e observa qualquer restrição; mão estabilizadora segura em pinça à falange ou metatarso correspondente.
– Ação: thrust no sentido da restrição.

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