Religião e filosofia: O que são e quais as diferenças?

A filosofia e a religião buscam a resolução do mesmo problema básico, a questão do Ser, do que existe, do homem e seu dilema moral. As explicações e os métodos aplicados são diferentes, mas as respostas que buscam são idênticas.
A filosofia que se baseia inteiramente na razão nasceu, quando as academias gregas se afastaram das crenças nos deuses mitológicos, considerando somente argumentos racionais, a busca pela solução dos problemas é somente através do pensamento lógico.

O que é a religião?

A religião é o inverso da filosofia, se baseia na fé, acreditar em algo na qual não se pode comprovar, na crença inabalável de ensinamentos impostos por revelações divinas, o que leva à rotinas e dogmas.
Explicar a misteriosa origem do universo somente com o uso da razão, sem mostrar o inexplicável como vontade divina, iniciou um diálogo, muitas vezes um confronto entre fé e razão.
A filosofia variou entre épocas que acreditava em uma divindade superior e em épocas que não acreditava, essas épocas refletem na busca do homem pelo conhecimento de si mesmo e do mundo onde vive.

Como surgiu a filosofia?

O surgimento da filosofia se deu na tentativa de superar uma fé cega em que os gregos viviam, tentando explicar os fenômenos através de causas racionais e não através dos mitos. Mais tarde, o cristianismo lutou para impor seu domínio ideológico, e logo depois o renascentismo batalhou contra a inquisição da Igreja. O Iluminismo é a maior expressão desse movimento, quando se esperava a superação total das crenças pela razão.
Porém, alguns filósofos acreditam que o melhor meio de alcançar as divindades é através da razão. Só é possível conhecer o Autor do universo pela busca do conhecimento das coisas, assim a religião convidaria os homens ao conhecimento e essa busca seria através da filosofia. Pensadores como Tomás de Aquino e Agostinho acreditam que a filosofia complementa a religião.

Qual a diferença entre religião e filosofia?

Para o estudo da filosofia da religião são usados os métodos histórico-crítico comparativo, o filológico e o antropológico. O primeiro deles compara as várias religiões no tempo e no espaço, em busca de seus aspectos mais comuns e suas diferenças, para verificar o que constitui a essência do fenômeno religioso. O segundo faz o estudo comparativo das línguas, visando encontrar as palavras utilizadas para descrever e expressar o sagrado e suas raízes comuns. O terceiro método procura reconstruir o passado religioso tendo por base a etnologia (estudo dos povos primitivos e atuais, suas instituições, crenças, rituais e tradições).

Até o século XX, a história do pensamento filosófico ocidental encontrava-se intimamente associada às tentativas de esclarecer certos aspectos do paganismo, do judaísmo e do cristianismo, enquanto em tradições como o hinduísmo, o budismo ou o taoismo, há uma distinção ainda menor entre a investigação filosófica e a religiosa.

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