Teoria de Martha Rogers e o grupo de Hipertenso

Martha Rogers, de naturalidade americana, desenvolveu sua Teoria de Enfermagem apresentando-a em 1970, com atualização em 1992, com orientação para campos da energia e padrão de ondas. Acreditava que o conhecimento do passado é fundamento necessário para a compreensão presente da enfermagem, para a evolução das teorias e dos princípios que devem orientar sua prática.

Graduou-se enfermeira em 1937 com especialização na área de saúde coletiva. Em 1945, tornou-se mestre em saúde pública. Em 1952, já doutora em enfermagem na mesma área, concluiu o primeiro de nove PhD. Após vários anos de trabalho coordenando serviços de saúde coletiva, entrou para o mundo acadêmico na Universidade de Nova Iorque onde dirigiu a Divisão de Educação em Enfermagem por vinte e um anos, até receber o título de Professora Emérita.

Dentre as inúmeras homenagens e títulos que recebeu, foi honrada pela NASA com a concessão de seu nome a uma estrela da constelação Ursa Maior. Produziu dois livros próprios, inúmeros capítulos de livros de enfermagem, além de incontáveis palestras, conferências e mais de uma centena de artigos publicados em revistas. Até meses antes de falecer, manteve-se ministrando aulas aos alunos dos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade de Nova Iorque.

Considera que a realidade das mudanças evolutivas está refletida na crescente complexidade do homem. Mediante o conhecimento sobre antropologia, sociologia, astronomia, religião, filosofia, história e mitologia, Rogers desenvolveu o que denominou de sistema aberto para a enfermagem. A base de sua teoria é a Teoria Geral dos Sistemas.

Pressupostos:
– O ser humano é um todo unificado, possuindo uma integralidade individual e manifestando características que são mais diferentes que a soma das partes;
– O indivíduo e o ambiente estão continuamente trocando matéria e energia um com o outro;
– O processo de vida dos seres humanos evolui irreversível e unidirecionalmente ao longo de uma sequência de espaço de tempo;
– Os padrões identificam os seres humanos e refletem sua totalidade inovadora;
– O indivíduo é caracterizado pela capacidade de abstração, visualização, linguagem e pensamentos, sensação e criação.
Baseados nestes pressupostos estão os blocos constituintes:
– Campo de energia;
– Abertura;
– Padrão;
– Pandimensionalidade.

Segundo Rogers, a enfermagem é o estudo de campos humano e Ambiental, sendo dirigido à descrição dos processos de vida da humanidade, à explicação, à previsão da natureza e da direção de seu desenvolvimento. Arte e ciência humanística e humanitária dirigida para a descrição e explicação do ser humano em sua totalidade sinergética, e para o desenvolvimento de generalizações.
Considera que a identificação dos indivíduos e o reflexo de sua totalidade são padrões de vida que permitem a autorregulagem, o ritmo e o dinamismo, proporcionando unidade à diversidade e refletindo um universo criativo e dinâmico. A qualquer ponto do tempo, o indivíduo é a expressão da totalidade dos eventos presentes naquele determinado momento e é influenciado pelos eventos precedentes.
A teoria Rogers reforça o pressuposto de que o homem, ao contrário do que vemos ocorrer, seja visto pela enfermagem não como um homem-unitário e em torno desse conceito estabelece suas intervenções, mas que o homem seja visto como um processo de interação mútua do indivíduo com o ambiente e suas variáveis.

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