Terapia manual e mobilização neural

Terapia manual e mobilização neural

O termo terapia manual pode referir-se a diferentes métodos de tratamento na fisioterapia: mobilização e manipulação articular, massagem do tecido conectivo, massagem de fricção transversa, entre outras. 

Como método de tratamento de dor

Mobilização e manipulação articular são métodos conservativos de tratamento de dor, restrição de amplitude de movimento articular, e outras disfunções de movimento do sistema musculoesquelético. A terapia manual usada no contexto deste artigo vai referir-se apenas à mobilização e à manipulação articular.


Mobilização e manipulação são exercícios passivos acessórios de amplitude de movimento executados por terapeutas. Existem dois tipos de exercícios passivos que podem ser executados por terapeutas: movimentos acessórios e movimentos fisiológicos.

A execução de movimentos fisiológicos


Movimentos fisiológicos são executados quando uma articulação é movida dentro dos três planos cardinais cinesiológicos (coronal, sagital, e transverso). Os movimentos fisiológicos são: extensão, flexão, rotação, adução, abdução, pronação, e supinação.


Movimentos acessórios podem apenas ser executados pelo terapeuta. Os movimentos acessórios são: aproximação, separação, deslizamento, rolamento, e girar.

Na fisioterapia, a manipulação e a mobilização geralmente referem-se a diferentes técnicas de terapia manual. Mobilização refere-se a movimentos passivos acessórios de jogo articular executados gentilmente em baixa velocidade pelo terapeuta. 

Estes últimos podem ser executados ritmicamente numa série de oscilações ou num único movimento executado vagarosamente. A suavidade de aplicação de movimentos de mobilização permite ao terapeuta ajustar as técnicas ao conforto dos pacientes. Movimentos de mobilização são executados sobre o controle dos pacientes.


Manipulação refere-se à execução de movimentos acessórios de jogo articular executados em alta velocidade. A alta velocidade de aplicação de técnicas de manipulação não permite que o paciente tenha controle da execução das mesmas. Por causa da alta velocidade das técnicas de manipulação, o uso destas está associado a certos efeitos colaterais (rompimento de vasos sangüíneos, lesão nervosa, entre outros). Portanto, somente terapeutas habilidosos e com anos de experiência clínica deveriam executar a manipulação articular.

Os efeitos neurofisiológicos

Os efeitos neurofisiológicos da terapia manual são utilizados no tratamento de dor articular e tensão muscular. Fato que pode ser explicado pela função de receptores nervosos articulares e a teoria da comporta de dor.


A mobilização neural refere-se a um conjunto de técnicas que visam colocar o neuroeixo em tensão e alongá-lo por meio de mobilizações adequadas. Estas técnicas de tratamento são uma evolução dos testes diagnósticos propostos por Elvey para verificar a presença de tensão neural adversa. O tratamento consiste na aplicação de movimentos oscilatórios e/ou brevemente mantidos no tecido neural.


A mobilização neural é uma técnica que vem sendo recentemente usada no Brasil. Os estudos atuais mencionam em suas referências basicamente os mesmos estudos dos mesmos autores já publicados anteriormente.


A mobilização neural procura restaurar o movimento e elasticidade ao sistema nervoso, o que promove o retorno às suas funções normais. Portanto, a técnica parte do princípio que se houver um comprometimento da mecânica/fisiologia do sistema nervoso (movimento, elasticidade, condução, fluxo axoplasmático) isso pode resultar em outras disfunções no próprio sistema nervoso ou em estruturas musculoesqueléticas que recebem sua inervação. 

O restabelecimento de sua biomecânica/fisiologia (neurodinâmica) adequada através do movimento e/ou tensão permite recuperar a função normal do sistema nervoso assim como das estruturas comprometidas. Esse restabelecimento se dá através de movimentos oscilatórios e/ou brevemente mantidos direcionados aos nervos periféricos e/ou medula.


A técnica se aplica a todas as condições que apresentam um comprometimento mecânico/fisiológico do sistema nervoso. Para se verificar a presença desse comprometimento, uma avaliação específica deve ser realizada.

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