Testes para detectar patologias no joelho

Testes para detectar patologias no joelho

Os joelhos, a maior articulação do corpo humano e que une o fêmur à tíbia e à patela, são uma estrutura de absorção de carga e energia que aguenta todo o peso corporal quando andamos e corremos e por isso, devem ser tratados com cuidado para evitar lesões.

Por isso, apresentamos alguns testes importantes.

Teste da placa de Hughston

Posição do paciente: deitado em decúbito dorsal com o joelho inicialmente em extensão e relaxado.

Descrição do teste: o terapeuta coloca uma das suas mãos na borda medial da patela tentando palpar a região logo abaixo da faceta medial da patela. Com a outra mão realiza uma rotação interna da tíbia e move passivamente a perna em flexão e extensão.

Sinais e sintomas: o paciente sentirá uma dor bem localizada no local onde o terapeuta está com sua mão na borda medial da patela. Além da dor, podem-se perceber estalidos e a própria plica poderá ser palpada durante o trajeto de flexo-extensão.

Teste da apreensão ou Teste de Fairbanks

Posição do paciente: deitado em decúbito dorsal com o joelho a ser testado flexionado a 30º e colocado sobre a coxa do avaliador que está sentado na borda da maca.

Descrição do teste: o terapeuta com uma das mãos empurra a patela no sentido lateral tentando subluxá-la. Ao mesmo tempo com a outra mão flexiona passivamente a perna do paciente. Em pacientes com história de subluxação ou até mesmo luxação patelar essa manobra permite uma instabilidade controlada, pois no momento da flexão o paciente ficará apreensivo e impedirá o avanço da flexão.

Sinais e sintomas: a apreensão manifestada pelo paciente na iminência de uma subluxação patelar poderá ser, além da alteração facial até uma contração involuntária do quadríceps, impedindo a flexão por parte do terapeuta.

Teste do rechaço patelar ou golpe patelar

Posição do paciente: deitado em decúbito dorsal com os joelhos em extensão e relaxados.

Descrição do teste: quando existir um grande volume (edema) intra-articular no joelho decorrente de vários fatores, entre eles, lesões condrais, meniscais e ligamentares a patela poderá ficar suspensa na fossa troclear. O terapeuta deverá empurrar vigorosamente a patela no sentido posterior com um ou dois dedos. Na presença de grande derrame a patela desce para a tróclea e colide nela com um impacto distinto.

Sinais e sintomas: o paciente no momento do teste não sentirá dor, mas certamente estará em quadro doloroso decorrente da distensão capsular e pela incapacidade funcional gerada pela presença do derrame articular.

Teste de Wilson

Posição do paciente: deitado em decúbito dorsal com o joelho a ser testado inicialmente a 90º de flexão.

Descrição do teste: Nesse teste, não muito utilizado, o terapeuta roda a tíbia medialmente enquanto estende o joelho do paciente passivamente. Essa manobra tem por objetivo fazer com que o LCA incida sobre uma lesão condral, a chamada osteocondrite dissecante localizada adjacente à incisura intercondilar do côndilo femoral medial.

Sinais e sintomas: em pacientes com osteocondrite dissecante a dor aparecerá principalmente ao final da extensão com a tíbia rodada internamente e deverá desaparecer quando a manobra for repetida com a tíbia rodada externamente.

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