Tipos de Placentas

Por definição, a placenta é um órgão fetal, o qual se desenvolve somente durante a gestação e é expelido junto ao nascer do bebê. Para cada nova gravidez, forma-se uma nova placenta. É nela que acontecem as trocas gasosas e de nutrientes entre a mãe e o feto. A placenta fica aderida junto à parede interna do útero, tal qual uma raiz absorvendo da mãe tudo que é importante para o desenvolvimento do bebê.

Também, a placenta, tem importante função na excreção de substâncias fetais (aquelas que não servem mais à ele, proteção (agindo como barreira da entrada de microorganismos e medicamentos), armazenamento de nutrientes (carboidratos, proteínas, cálcio e ferro, liberados conforme a necessidade do feto ), e produção de hormônios que regular as modificações metabólicas que são necessárias para a boa evolução da gravidez.

As placentas podem variar de acordo com a implantação de sua parte fetal na mucosa uterina. Elas podem ser de dois tipos, indecídua e decídua. Vamos vê-las separadamente! Fique atento (a)!

Placentas Indecíduas

Dizemos que uma placenta é indecídua quando durante a gestação, a mucosa uterina permanece intacta, continuando assim no momento do parto.

Nesse caso, é como se as vilosidades do embrião se desencaixassem das vilosidades da mucosa uterina, portanto, não há hemorragia no parto.

A placenta indecídua pode ser de dois tipos: difusa e cotiledonária.

Placenta Indecídua Difusa

Apresenta um grande número de vilosidades bem desenvolvidas e distribuídas uniformemente por toda a superfície do córion. Não ocorrem modificações no epitélio uterino, com isso, os vasos sanguíneos maternos e fetais, responsáveis pelas trocas de substâncias, ficam distantes. Este é o tipo de placenta que ocorre em cavalo, porco, camelo, entre outros.

Placenta Indecídua Cotiledonária

Apresenta vilosidades agrupadas em pequenas saliências ou cotilédones. Ocorre a destruição do epitélio uterino no nível das vilosidades coriônicas, promovendo o contato direto entre o córion e o tecido situado abaixo da mucosa uterina. Assim, os vasos sanguíneos maternos e fetais se aproximam um pouco mais. Essa placenta ocorre em ruminantes.

Placentas Decíduas

Dizemos que a placenta é decídua quando a mucosa uterina é parcialmente destruída durante a gestação.

Nesse caso, a mucosa uterina se entrosa de tal modo com a placenta que acaba sendo expulsa junto com ela no parto, originando uma ferida superficial. Há hemorragia no parto.

A placenta decídua pode ser de dois tipos: zonária e discoide.

Placenta Decídua Zonária

Possui vilosidades apenas em uma zona anular. O epitélio uterino e o tecido situado logo abaixo são destruídos pelo córion que envolve os capilares sanguíneos maternos. Isso faz com que os tecidos fetais e maternos fiquem intimamente ligados.

Essa placenta ocorre em carnívoros.

Placenta Decídua Discoide

Possui vilosidades que se concentram em uma região em forma de disco. O córion penetra mais profundamente na parede uterina, destruindo o endotélio dos capilares maternos, formando lacunas de sangue.

Mesmo com a formação de lacunas de sangue, não ocorre a mistura dos sangues destas com o sangue fetal.

Porém, especialmente no momento do parto, pode haver rupturas e, consequentemente, a mistura dos sangues. Neste momento, dependendo da quantidade e das características sanguíneas, podem surgir problemas de incompatibilidade sanguínea, como a eritroblastose fetal.

Essa placenta ocorre em primatas, roedores e outros.

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