Tratamento com Sementes de Mostarda e Esferas

Esse tipo de tratamento com sementes de mostarda é mais utilizado em pessoas com aversão das agulhas, em crianças e idosos. A colocação da mostarda no ponto é indolor, no entanto, este pode mostrar-se um pouco dolorido quando estimulado pelos dedos do paciente (método necessário para que haja o efeito terapêutico desejado).

Como funciona a técnica?


Nesta técnica é utilizada uma semente sobre o ponto e posta sobre ela um quadrado de esparadrapo previamente recordado de 6mm x 6mm ou 8mm x 8 mm. Pode ser recortado com tesoura ou cortador sobre uma placa de acrílico indicada para esse fim. Esta placa possui sulcos com diversos quadradinhos, facilitando o corte de vários esparadrapos de uma vez, com o auxílio de um bisturi ou lâmina. 

Esta placa é vendida em lojas que comercializam materiais para acupuntura. Em alguns casos, as cartelas com esferas e sementes de mostarda, já vêm com o esparadrapo micropore cortado no tamanho adequado, o que facilita o uso, dando maior rapidez na implantação do material no pavilhão auricular.


O período de retenção das sementes de mostarda e esferas (ouro, prata, aço e sílica) são semelhantes às agulhas intradérmicas, ou seja, de 3 a 5 dias ou de 5 a 7 dias, o que corresponde a um ciclo de tratamento.


Nota: Para ter o efeito terapêutico desejado, as esferas e as sementes de mostarda precisam ser estimuladas pelo paciente por pelo menos 30 segundos cada, três a cinco vezes por dia. Isso se dá pressionando os pontos com os dedos no lado ventral e dorsal da orelha ou fazendo uma massagem em círculos sobre os pontos utilizados.


Em geral, o curso de um tratamento com auriculoterapia é de 10 sessões, que podem ser realizadas semanalmente (agulhas intradérmicas, sementes ou esferas), assim como diariamente ou em dias alternados quando usada a agulha filiforme. Após 10 sessões deve haver um descanso do pavilhão auricular de duas a quatro semanas para recomeçar um novo ciclo de tratamento.

Quais as contraindicações?


As contraindicações da auriculoterapia são, em sua maioria, precauções sendo apenas algumas delas realmente contra indicações. Se observarmos essas orientações com cuidado não há o que temer quanto às reações que os pacientes podem vir a apresentar.
• Observar se o paciente faz uso de medicamentos como: antibióticos, anabolizantes, esteróides, cortisona, antidepressivos e ansiolíticos, anti-inflamatórios e esteróides, pois estes medicamentos são betabloqueadores, diminuindo dessa forma a resposta do efeito da auriculoterapia. Se assim ocorrer, usar pontos como o diafragma e subcortex, antes dos outros.

• Não utilizar auriculoterapia em mulheres grávidas, pois alguns pontos podem provocar aborto.
• Verificar o estado do paciente antes de iniciar a sessão, pois se este estiver extremamente nervoso, com fome, cansado é preferível esperar ou marcar a sessão para outra data.

• Pacientes idosos com debilidade e constituição frágil aconselham-se apenas agulhas semipermanentes em no máximo seis pontos auriculares, evitando as agulhas filiformes, pois produzem um estímulo muito forte.

Quais as possíveis reações?


Durante o tratamento devemos estar atentos às reações do paciente, pois, às vezes, podem ocorrer reações como tonturas, palpitações ou lipotimia. Apesar de essas reações serem raras podem acontecer, por isso o profissional deve ter conhecimento delas e saber como proceder caso ocorram.


Existem inúmeros fatores que levam a esses sintomas, desde debilidade corporal até jejum prolongado e excitação excessiva. Desde que sejam observadas as contraindicações passadas anteriormente, a chance de essas reações acontecerem diminuem, ficando praticamente nulas. 

De modo geral, ocorrem essas manifestações, quando os estímulos ultrapassam os limites de resistência corporal do paciente ou o tempo de retenção da agulha se prolonga além do adequado. Isso pode causar uma súbita perda do fluxo de sangue na cabeça e pode gerar sintomas em três níveis: leves, médios e severos.


• Nível leve – No momento da puntura, o paciente refere que sente tontura, visão turva, opressão e incômodo no peito, mas ainda a respiração e o pulso estão normais.

• Nível médio – As palpitações que o paciente sente são difíceis de controlar, ocorre desejo de vomitar e sudação fria espontânea nas extremidades, o pulso muda e se torna filiforme.

• Nível severo – O paciente cai de maneira súbita, com grande sedação, a pressão arterial baixa, o pulso é difícil de tomar e ocorre a perda de consciência.


É de vital importância saber o que fazer na ocorrência desses sintomas. Como foi descrito anteriormente, é de difícil ocorrência caso as precauções das contra indicações sejam observadas e adotadas. Vejamos agora as ações do terapeuta conforme o nível das manifestações:

• Nível leve – Não se deve retirar as agulhas, ordena-se ao paciente para que se deite e descanse; pode-se também oferecer água, chá ou qualquer outra distração, uma conversa animada, por exemplo, que permite que a atenção psicológica seja desviada e elimina a tensão nervosa em excesso.

• Nível médio – As agulhas devem ser retiradas. Pedir ao paciente que abaixe a cabeça, colocando-as entre as pernas fletidas e afrouxando o cinto. Pode-se, em seguida, punturar os pontos subcórtex e suprarrenal.

• Nível severo – Deve-se deitar rapidamente o paciente, afrouxando as vestes e massageando com a unha do polegar o ponto Ren Zhong (VG -26). Caso não retome a consciência, pode-se fazer acupuntura nos pontos VG26, PC 6, R 1 e E 36. Localizamos da seguinte forma:


• O VG 26 entre o nariz e a boca no meio do sulco mentoniano;

• O ponto PC 6 à distância de 2 polegares do paciente, da primeira linha da prega dos pulsos (próxima da mão);

• O ponto R 1 na sola do pé, dividindo-se o pé em 3 partes, no primeiro terço na região medial;
• O ponto E36 à distância de quatro dedos unidos da mão, da depressão externa da articulação dos joelhos, em direção do tornozelo, ao lado da tíbia, na canela.

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