Tratamento da Babesiose

Tratamento da Babesiose

O tratamento da babesiose se baseia no uso de uma babesicida e terapia de suporte. As drogas babesicidas mais utilizadas em todas as espécies são o dipropionato de imidocarb e o diminazeno; como terapia de suporte usa-se fluidoterapia, transfusão sanguínea e tetraciclinas, quando há coinfecção com Anaplasma ou Ehrlichia.

Como funciona o tratamento em Bovinos?


Em bovinos utiliza-se diaceturato (Ganaseg®) e diminazeno (Ganazene®), ambos por via intramuscular na dose de 1 ml para 20 kg, sendo que o primeiro deve ser reaplicado com intervalos de uma semana e o último de 24 horas em locais diferentes da musculatura do animal. 

O dipropionato de imidocarb (Imizol®) é administrado na dose de 1 ml para 40 kg também por via intramuscular; e, seu fabricante indica que o animal somente seja abatido para consumo humano após 28 dias da última aplicação. Como as coinfecções com Anaplasma são frequentes em bovinos, a associação a tetraciclinas pode ser necessária.

Equinos: Como é o tratamento de Babesiose?

Nos equinos é interessante determinar a espécie do agente da babesiose porque isto modifica o tratamento, já que T. equi é dificilmente eliminada. Além disso, deve-se estar atento aos diversos graus de toxicidade nervosa, hepática e renal apresentados pelos equinos com a utilização de terapias químicas. 

Protocolo de utilização de Dipropionato de imidocard

A droga mais utilizada, com segurança, é o dipropionato de imidocarb em diferentes protocolos:


1) 2,2 mg/kg por via intramuscular, em duas doses com intervalo de 24 ou 72 horas – recomendado para B. caballi que é mais sensível;


2) 4,0 mg/kg por via intramuscular, em quatro doses com intervalos de 72 horas – recomendado para T. equi;


3) 7,2 mg/kg por via intramuscular, divididos em duas aplicações no mesmo dia com intervalo de uma hora entre elas, e depois dez dias para novas aplicações – inespecífico;


4) 8,0 mg/kg por via intramuscular, divididos em duas aplicações com intervalo de 10 horas e repetido a cada 48 horas – inespecífico;


5) 1 ml para 50 kg por via intramuscular, com uma segunda dose após 24 horas no caso de infecção por T. equi – indicação do fabricante.

Nos Cães


Em cães, o diaceturato e o diminazeno são muito tóxicos, o índice terapêutico destas drogas nesta espécie é muito baixo. Então, assim como em equinos, a droga mais utilizada é o dipropionato de imidocarb, utilizado nas dosagens de 0,5 ml a cada 10 kg ou 5 mg/kg por via subcutânea com intervalos de 14 ou 15 dias entre as aplicações. Nesta espécie, efeitos colaterais podem ser observados, o mais frequente é a dor no local da aplicação.


Além da dor localizada, os efeitos colinérgicos, tais como salivação excessiva, secreção ocular, diarreia e depressão são comuns após a utilização desta droga, por isso recomenda-se que o animal seja observado por cerca de dez a quinze minutos após a injeção ou que se controle tais sinais com a administração prévia de sulfato de atropina na dose de 0,04 mg/kg por via subcutânea.

O tratamento em gatos


Nos gatos, o tratamento ainda é questionável, mas tem se utilizado primaquina na dose de 0,5 mg/kg por via oral ou intramuscular, porém ela causa vômitos quando administrada oralmente e seu índice terapêutico é baixo, sendo que as doses acima de 1,0 mg/kg podem ser letais. 

Outra droga que tem se mostrado eficiente, de acordo com alguns pesquisadores, é o dipropionato de imidocarb na dose de 2,5 mg/kg por via intramuscular, todavia esta droga não tem indicação para felinos domésticos, de acordo com o fabricante. Todas as outras drogas testadas ou demonstraram-se muito tóxicas para os gatos ou ineficazes contra o agente. 

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