Ações Pedagógicas

O aluno e sua família esperam da escola, ou melhor, dizendo, do professor, ações pedagógicas que o leve a aprender e a se desenvolver, processo cuja complexidade nos leva a refletir com o seguinte trecho:

“Não há relação pedagógica que, por si mesma, signifique a promoção do desenvolvimento potencial do aluno. Não basta, também, fornecer-lhe a convivência com colegas mais velhos. O desafio é descobrir os canais e estratégias pedagógicas que poderão atuar promovendo, de fato, o desenvolvimento. Encontrar esses canais, às vezes, torna-se bastante difícil para o professor.” (TACCA, 2008, p. 65).
E, ainda com relação ao trabalho pedagógico na escola, sempre é bom lembrarmos que os alunos não trazem para a escola um manual de instruções com as orientações que se espera existirem.
As principais críticas com relação ao trabalho do professor recaíram na sua formação, tanto inicial como na continuada, ou seja, a que ocorre durante o exercício da profissão.
Hoje, tais críticas podem ser consideradas sem fundamento, tendo em vista que foi implantada a Resolução CNE/CP Nº 1, de 18 de fevereiro de 2002, “que Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena”, a ênfase na formação de docentes com conteúdos destinados à educação de pessoas com necessidades educacionais especiais.
Resta sabermos se esses conteúdos citados pela Resolução são suficientes para darem uma formação sólida ao professor, de tal forma que assegurem um trabalho efetivo com os alunos com necessidades educacionais especiais . Primeiro por se tratar de uma categoria abrangente, pois além de envolver pessoas com deficiência, altas habilidades/superdotação, ainda se refere àqueles alunos com dificuldades acentuadas de aprendizagem.
Segundo, pela complexidade do assunto que envolve temáticas que merecem certo aprofundamento e não devem ser tratadas na superficialidade (BRASIL, 2001). Um pouco da Resolução que trata da referida formação pode ser observada no Art. 6º, sobre a construção do projeto pedagógico dos cursos de formação dos docentes, para o qual deverão ser consideradas:

O que aprendemos, com as reflexões apresentadas neste curso, extrapola tais sentidos, pois, aprendemos que precisamos buscar adequação, criatividade e mudança de atitude em nossas práticas docentes, sobretudo no que diz respeito à receptividade do aluno, e, aliado a isso, receptividade à pesquisa e aos estudos, para atualização constante de saberes.
Se pensarmos na profissão docente como uma das que se encontra mais exposta a mudanças e a compararmos com profissões semelhantes, concluímos que para poder fazer face ao rápido avanço do conhecimento que lhe é essencial, necessita adaptar modelos de formação em serviço ou permanente. Sabemos que esta mudança paradigmática não é fácil.
Foi atribuído durante muito tempo à formação inicial o estatuto de “necessária e suficiente”. Hoje, busca-se que os professores se comprometam em processos de formação que se identifique com um modelo de “desenvolvimento profissional” entendido como um processo contínuo, e durante toda a vida profissional que conduza o professor a tornar-se mais competente na resolução dos problemas com que se defronta no seu dia-a-dia. (Ainscow, 2007, apud RODRIGUES, 2008, p. 9).
É o que nos orientam documentos oficiais que tratam da formação de professores, ou seja, a formação continuada que deve ser prevista nos projetos pedagógicos das escolas.
O professor não pode apegar-se um currículo fixo e deve engajar-se a modelos inovadores, com improvisação voltada a necessidades gerais do aluno, visando proporcionar basicamente uma educação e não necessariamente um aprendizado acadêmico.
Por outro lado, a escola deve proporcionar aos membros da comunidade, e, principalmente, aos seus educadores, a oportunidade de propor planos estratégicos de abrangência objetiva e específica, tentando desenvolver e implementar uma programação receptiva aos alunos, com recursos proporcionados pelo próprio ambiente, pelos professores e eventuais facilitadores, muitas vezes chamados de mediadores. (MUSTACCHI, Zan e SALMONA, Patrícia, 2007).
Nos dias atuais, vivenciam-se outras recomendações aos sistemas de ensino e à escola, implicadas com a educação inclusiva e as necessárias adequações, especialmente voltadas à acessibilidade física e organizacionais, como às modificações nas práticas pedagógicas de tal forma que todos os alunos se beneficiem dessas mudanças e aprendam juntos sem os traumas do preconceito e até da própria deficiência.
Durante anos, a crença na impossibilidade do aluno com deficiência aprender gerou páginas em branco que precisam ser preenchidas na sua história acadêmica. O que pode ser superado pela mediação do professor e o apoio de toda a escola, pois o professor pode muito em sua sala de aula, mas não pode tudo sozinho.
[…] toda ação humana, se realiza no contexto interpessoal e social, gerando marcas, sinais, vestígios que condicionam as próximas ações. Apesar de ser ligada às histórias de vidas individuais, o que sempre lhes dá o caráter de imprevisibilidade e originalidade, ela deixa pegadas e demarca roteiros, esquemas e rotinas que acabam demarcando as ações futuras. Essas marcas da ação geram cultura subjetiva. (MENDES, 2008, p. 115).
A grande manifestação identificada nessa proposta consiste na defesa de um espaço educacional onde não exista mais lugar à discriminação e nem ao preconceito e sim, competência para ensinar, com para práticas pedagógicas que resultem na efetividade do ensino-aprendizagem.

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