Algumas Fases do Método de Paulo Freire

Algumas Fases do Método de Paulo Freire

Paulo Freire foi um educador e filósofo brasileiro, considerado o pai da educação brasileira, foi um dos pensadores mais notáveis no âmbito da pedagogia mundial, tendo influenciado diretamente no que é dado o nome de pedagogia crítica. Nesse artigo vamos abordar algumas fases do método de Paulo Freire.

Em seu livro “Educação como prática da liberdade”, Freire propõe a execução prática do método em cinco fases, a saber:


1ª Fase

levantamento do universo vocabular dos grupos com quem se trabalhará. Essa fase constitui-se num importante momento de pesquisa e conhecimento do grupo, aproximando educador e educando numa relação mais informal e, portanto, mais carregada de sentimentos e emoções. É igualmente importante para o contato mais aproximado com a linguagem, com as falas típicas do povo.


2ª Fase

escolha das palavras selecionadas do universo vocabular pesquisado. Como já afirmamos anteriormente, essa escolha deverá ser feita sob os critérios: a) da riqueza fonética; b) das dificuldades fonéticas, numa sequência gradativa dessas dificuldades; c) do teor pragmático da palavra, ou seja, na pluralidade de engajamento da palavra numa dada realidade social, cultural, política etc.


3ª Fase

criação de situações existenciais típicas do grupo com quem se vai trabalhar. São situações desafiadoras, codificadas e carregadas de elementos que serão decodificados pelo grupo com a mediação do educador. São situações locais que, discutidas, abrem perspectivas para a análise de problemas regionais e nacionais.


4ª Fase

elaboração de fichas-roteiro que auxiliem os coordenadores de debate no seu trabalho. São fichas que deverão servir como subsídios, mas sem uma prescrição rígida a seguir.

5ª Fase

elaboração de fichas com a decomposição das famílias fonéticas correspondentes aos vocábulos geradores. Esse material poderá ser confeccionado na forma de slides, stripp-filmes (fotograma) ou cartazes.


A proposta de utilização dessa metodologia na alfabetização de jovens e adultos foi completamente inovadora e diferente das técnicas até então utilizadas, que eram, na maioria das vezes, resultado de adaptações simplistas das cartilhas, com forte tônica infantilizante. Foi diferente, por possibilitar uma aprendizagem libertadora, não mecânica, uma aprendizagem que requer tomada de posição frente aos problemas que vivemos. Uma aprendizagem integradora, abrangente, não compartimentalizada, não fragmentada, com forte teor ideológico.


Foi diferente, pois promovia a horizontalidade na relação, educador – educando, a valorização de sua cultura, de sua oralidade, enfim, foi diferente, acima de tudo, pelo seu caráter humanístico. Dessa forma, o método proposto por Freire rompeu com a concepção utilitária do ato educativo, propondo outra forma de alfabetizar.


Cabe aqui também o registro de que Paulo Freire, ao trabalhar com slides, gravuras, enfim, materiais audiovisuais, foi um dos pioneiros na utilização da linguagem multimídia na alfabetização de adultos. Isso prova o quanto Freire estava a frente de seu tempo (FEITOSA, 1999). Não é a toa que por conta de toda sua relevância que existe, hoje, o Instituto Paulo Freire, com o ideal de ampliar e elaborar as teorias de Freire sobre a educação popular.

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