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Elementos Pré-Textuais

Os elementos pré-textuais são essenciais para a construção de trabalhos científicos. Eles normalmente são compostos por: capa (obrigatório), lombada (opcional), folha de rosto (obrigatória), errata (quando for o caso e é elemento opcional), folha de aprovação (obrigatório), dedicatória (opcional), agradecimentos (opcional), epígrafe (opcional), resumo (obrigatório), listas (opcional) e sumário (obrigatório).

Capa

Elemento obrigatório é o que reveste o trabalho. Algumas instituições utilizam capadura, outras têm uma capa-padrão que deve ser utilizada, geralmente a encadernação destas capas são denominadas térmicas.

Nesta capa deverão constar informações como: nome da instituição, faculdade, nome do autor (aluno), título, subtítulo (se houver), número de volumes (se houver mais de um), local (cidade) e ano (da defesa ou entrega do trabalho).

Folha de rosto

Elemento obrigatório deve conter o nome do autor, o título e subtítulo se houver, natureza (tese, dissertação, monografia, trabalho de conclusão ou outro), e objetivo (aprovação na disciplina, grau pretendido), nome da instituição e área de concentração.

Folha de aprovação

Elemento obrigatório deve conter o nome do autor, o título, natureza, objetivo, data da aprovação e os componentes da banca examinadora.

Ficha catalográfica

Pode ser elaborada somente por um bibliotecário, com registro no Conselho Regional de Biblioteconomia. Constitui-se de um conjunto de informações bibliográficas descritas de forma ordenada, seguindo o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente. É um elemento obrigatório. Deve ser inserida no verso da folha de rosto.

Dedicatória e agradecimentos

A dedicatória e os agradecimentos são elementos opcionais e devem ser feitos em folhas separadas.

Epígrafe

Elemento opcional “o autor apresenta uma citação que de certa forma embasou a construção do trabalho, seguido de indicação de autoria.

Resumo

O resumo é obrigatório e deve ser feito em língua vernácula e em língua estrangeira, sendo que são apresentados em folhas separadas. A língua estrangeira deve obedecer à linha de pesquisa do curso, que pode ser:

  • Em inglês (Abstract);
  • Espanhol (Resumen);
  • Francês (Resumé) ou;
  • Alemão (Ich fasse zusammen).

Em muitos programas de pós-graduação é apresentado no idioma inglês e em outra língua. Esta informação deve ser certificada junto à secretaria do curso.

O resumo deve ser escrito “para monografias até 250 e para relatórios e teses até 500 palavras” (NBR, 6028), em parágrafo único seguido de palavras-chave. O resumo tem por objetivo destacar pontos relevantes do trabalho de modo a despertar o interesse de quem vai ler o mesmo.

Listas

A lista é elemento opcional. Podem ser de quadros, tabelas ou ambos. Sempre que for inserido um quadro ou figura esse deve ser numerado e titulado. Será utilizada a lista, sempre que houver abreviaturas, símbolos ou siglas.

Sumário

O sumário é elemento obrigatório. Nele constará o trabalho com seus títulos e subtítulos, bem como a página inicial de cada um. De acordo com o setor de Referência da PUCRS, “a palavra ‘SUMÁRIO’ deve ficar centralizada, destacada graficamente e com a mesma tipologia da fonte utilizada nas seções primárias do trabalho”.

Errata

A errata é um elemento opcional e é utilizada sempre que for necessário fazer uma correção do texto que não foi detectada antes da impressão final. Normalmente é entregue pelo aluno na hora da defesa da qualificação ou banca final. É uma folha avulsa que é encartada no trabalho.

Elementos textuais

Os elementos textuais do trabalho compõem-se de introdução, desenvolvimento e conclusão. Vejamos cada um deles:

Introdução

É a parte inicial do texto no qual são apresentados os objetivos, a delimitação do estudo, as hipóteses, o problema de pesquisa, bem como a justificativa do trabalho. Este texto é feito após o término do projeto, pois desse modo temos uma ideia do todo e ficará mais fácil escrever a Introdução.

Quando elaboramos o texto da Introdução de uma dissertação ou tese, aqueles elementos do projeto (objetivos, hipóteses, justificativa e problema) vão compor a introdução. De acordo com Rodrigues (2008, p. 1), “a Introdução deve ‘contar’ como o trabalho foi realizado”.

Acrescenta-se ao texto da introdução, além do citado acima, como os capítulos estão organizados, estruturados. É importante citar a contribuição da pesquisa para a área a qual está relacionada, podendo ser algo inédito ou novo.

O texto da introdução é escrito com as palavras do aluno, mestrando ou doutorando, portanto, não deve haver citações no texto. Nesta escrita o aluno deve apresentar de forma atrativa seu trabalho, motivando a quem estiver lendo, sua leitura até o final.

Costuma-se utilizar doze (12) a quinze (15) páginas para a introdução.

Desenvolvimento

O desenvolvimento é composto de títulos e subtítulos, itens e subitens elaborados pelo autor. Escrito de maneira lógica e ordenada com encadeamento entre seus subtítulos.

Em algumas Instituições é solicitada à utilização de uma pequena introdução e considerações de no máximo seis (6) a sete (7) linhas cada uma, sendo que as considerações são feitas ao final do capítulo e já com a intenção de informar o autor sobre o assunto tratado no próximo capítulo. Podem conter figuras, quadros, tabelas. De acordo com Gonçalves (2008, p. 46), “no caso da tese (doutorado), escrever um capítulo argumentando, explicando e demonstrando a tese comprovada e, em seguida, fazer a relação entre ele e os demais”.

O desenvolvimento compreende desde o capítulo I até a análise dos dados da pesquisa.

Conclusão

Parte final do texto. É a conclusão da pesquisa. É onde o autor faz a retomada das hipóteses, objetivos, que serão ratificados ou não conforme o resultado da pesquisa apresentada. Para Rodrigues (2008, p. 2), a conclusão “deve ressaltar as ‘dificuldades’ – não dramas pessoais – as facilidades, as evidências, as certezas, os limites com relação ao (s) resultado(s) obtido(s)”. Da mesma forma que a introdução, na conclusão não há citação.

É um texto elaborado pelo autor da pesquisa, devendo ser claro e objetivo. Portanto, devemos ter cuidado com o texto, para que não haja conotações dúbias. De acordo com Rodrigues (2008, p. 2), “expressões como: achamos que…; é possível que… pode ser que…. Depõe contra a pesquisa, afinal, após a pesquisa devemos ter alguma certeza (negativa ou positiva)”. Para tanto, esse mesmo autor sugere que aquelas expressões sejam substituídas por: “constatou-se que… verificou-se que… é certo que… concordamos que… discordamos que…”.

Quanto ao número de páginas, a conclusão, deve ter o mesmo número das páginas da introdução. Um ponto importante a ressaltar é que tanto a introdução quanto a conclusão são redigidas em folhas separadas e numeradas.

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