A Revolução Industrial causou profundas transformações na forma como a sociedade se organiza social e economicamente. A mudança nos processos de trabalho – do artesanal para a manufatura – gerou também a idealização de modelos e teorias de administração. Foi nesse contexto que surgiu o Taylorismo.
O que é o Taylorismo?
O termo “taylorismo” nasceu através do nome de Frederick Taylor, engenheiro estadunidense que construiu sua carreira trabalhando em grandes indústrias americanas.
Taylor observava e estudava atentamente os trabalhadores, o que o levou a perceber algumas ineficiências na operação. Ele notou que o ritmo de trabalho era controlado pelos profissionais mais experientes. Eram eles que passavam o conhecimento para os mais novos. Para diminuir o lucro do patrão e manter uma autoridade interna, esses operários mais experientes transmitiam o conhecimento de forma lenta e defasada.
Para romper com esse panorama, Taylor buscou “retirar” dos operários mais experientes essa exclusividade de acesso ao conhecimento. O caminho encontrado por ele foi estudar profundamente os processos realizados pelos trabalhadores, isolá-los e ensiná-los de forma segmentada aos operários mais novatos. Dessa forma, foi possível obter mais eficiência operacional, evitar vícios e movimentos desnecessários.
Quais são as 04 fases do Taylorismo?
Podemos caracterizar o momento do Taylorismo em três fases, conforme a figura a seguir:
Primeira Fase
– Ataque ao “Problema dos Salários”; Estudo Sistemático do Tempo; Definição de Tempos Padrão; Sistema Administração de Tarefas.
Segunda Fase
– Ampliação de Escopo, da Tarefa para a Administração; Definição de Princípios de Administração do Trabalho.
Terceira Fase
– Consolidação dos Princípios; Proposição de Divisão de Autoridade e Responsabilidades dentro da Empresa; Distinção entre Técnicas e Princípios.
Quais foram os impactos causados?
De acordo com Silva (2002), o resultado dos estudos de Taylorismo na administração teve quatro princípios básicos:
1-) desenvolvimento de um método científico para o trabalho dos operários;
2-) estabelecimento de processo científico de seleção e treinamento do operário;
3-) cooperação entre as gerências e os operários;
4-) divisão do trabalho dos operários em função da sua especialização.
Segundo Araujo (2009, p.6): Taylor elaborou e divulgou os quatro elementos essenciais da Administração Científica, que são a base do que se convencionou chamar de taylorismo […] Taylor estava preocupado com o uso da metodologia. Cada um deveria saber exatamente o que fazer e deveria fazê-lo muito bem.
E mais do que isso: Taylor é responsável pelos primeiros estudos relativos à necessidade de divisão do trabalho, criando o já famoso princípio da exceção. Também foi o primeiro a descaracterizar a subordinação a um só chefe, quando estabeleceu a supervisão funcional, que caminhava paralelamente à administração hierárquica.
Um avanço que caracterizou uma contribuição para a indústria foi a de Henry Ford, que buscava o conceito da eficiência no mais amplo sentido. Ford baseou-se nos princípios da produtividade, da intensificação e da economicidade. A produção em massa estabeleceu um trabalho de processo contínuo.
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