LIBRAS: O que é?

A LIBRAS, Língua Brasileira de Sinais, é uma língua da modalidade visual-gestual (ou espaço-visual), pois a informação linguística é recebida pelos olhos e reproduzido pelas mãos.
É uma língua de modalidade espaço-visual, com uma estrutura linguística distinta da língua portuguesa, sendo completa como qualquer língua oral.

A língua de sinais é a língua natural das pessoas surdas. É adquirida naturalmente a partir do contato com falantes dessa língua.

A LIBRAS é a língua visual/gestual utilizada pela comunidade surda do Brasil. O surdo não aprende sozinho a LIBRAS. Ele precisa conviver com um surdo adulto que use esta língua para que possa adquirir língua e linguagem.

Existem sinais diferentes em outras regiões do país, como também acontece com algumas palavras da Língua Portuguesa.

A LIBRAS tem uma gramática própria que é diferente do português. Devemos aprender a LIBRAS com um surdo que seja envolvido com a comunidade surda. Não é uma língua difícil de aprender, mas precisa de empenho e uso frequente.

É a língua materna dos surdos brasileiros e, como tal, pode ser aprendida por qualquer pessoa interessada pela comunicação com a comunidade surda. Como língua, esta é composta de todos os componentes pertinentes às línguas orais, como gramática, semântica, pragmática, sintaxe e outros elementos, preenchendo, assim, os requisitos científicos para ser considerada instrumental linguístico de poder e força. Possui todos os elementos classificatórios identificáveis de uma língua e demanda de prática para seu aprendizado, como qualquer outra língua.
Foi a partir da década de 60 que as línguas de sinais foram estudadas e analisadas, passando então a ocupar um status de língua. É uma língua viva e autônoma, reconhecida pela linguística. Pesquisas com filhos surdos de pais surdos estabelecem que a aquisição precoce da Língua de Sinais dentro do lar é um benefício e que esta aquisição contribui para o aprendizado da língua oral como segunda língua para os surdos.

Os estudos em indivíduos surdos demonstram que a Língua de Sinais apresenta uma organização neural semelhante à língua oral, ou seja, que essa se organiza no cérebro da mesma maneira que as línguas faladas. A língua de sinais apresentada, por uma língua, um período crítico precoce para sua aquisição, considerando-se que a forma de comunicação natural é aquela para a qual o sujeito está mais bem preparado, levando-se em conta a noção de conforto estabelecido diante de qualquer de aquisição na tenra idade.

A utilização da língua de sinais vem sendo reconhecida como um caminho necessário para a efetiva mudança nas condições oferecidas pela escola no atendimento educacional de alunos surdos. Apesar de haver várias questões controvertidas perpassando a discussão nessa área, além de ambiguidades e indefinições nas propostas, quanto à necessidade desse caminho para a escolarização do surdo. Concretizá-lo envolve desafios, como o modo pelo qual se pode lidar com a participação de duas línguas nas experiências escolares.


Alguns mitos são comuns em relação às línguas de sinais em geral, e com LIBRAS não é diferente. Eis os principais:

Mito 1: A língua de sinais seria uma mistura de pantomima (mímica) e gesticulação concreta, incapaz de expressar conceitos abstratos.

Mito 2: Haveria uma única e universal língua de sinal usada por todas as pessoas surdas. Porém essa concepção ainda faz parte do senso comum.

Mito 3: Haveria uma falha na organização gramatical da língua de sinais que seria derivada das línguas de sinais, sendo um pidgin sem estrutura própria subordinado e inferior a língua orais.
Mito 4: A língua de sinais seria um sistema conteúdo restrito, sendo expressiva e linguisticamente inferior ao sistema de comunicação oral.

Mito 5: As línguas de sinais derivam da comunicação espontânea dos ouvintes.

Mito 6: As línguas de sinais, por serem organizadas espacialmente, estariam representadas no hemisfério direito do cérebro, uma vez que esse hemisfério é responsável pelo processo de informação espacial enquanto o esquerdo, pela linguagem.

Língua de Sinais: Língua de modalidade gestual-visual. Tem como canal ou meio de comunicação movimentos gestuais e expressões faciais.


A LIBRAS é considerada a língua natural dos surdos.

As línguas de sinais são diferentes nos diferentes países.

Língua de Sinais pode ser definida como uma língua natural e utilizada pela maioria dos Surdos do mundo. A Língua de Sinais tem como estrutura fundamental o visual-gestual, sendo pronunciada pelo corpo e percebida pela visão, sua aprendizagem requer atenção visual, memória visual, expressão corporal e facial e agilidade manual.

Língua Brasileira de Sinais é utilizada pela maioria dos Surdos no Brasil, como qualquer outra língua, possui expressões que diferem de região para região (regionalismo), que traz mais legitimidade como língua, ao contrário do que muitos pensam, a Língua de Sinais não são simplesmente mímicas ou gestos soltos, utilizados para facilitar a comunicação, possui estrutura gramatical própria, iniciada por Eduard Huest, educador trazido da França pelo imperador Dom Pedro II, para o ensino dos Surdos.

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