Quem sou eu na sociedade?

Quem sou eu na sociedade

Imagine que você entrou num sebo. Logo na entrada havia um livro meio velho, com uma capa dura, verde, um pouco suja e rasgada. Era um livro antigo, de aproximadamente vinte anos de existência.

Ao olhar aquele livro lá em cima da estante, você não notou o tamanho e a espessura do livro; tampouco sentiu vontade de saber o conteúdo dele. Ao ver apenas a capa com o título qualquer e um preço barato colado, sua primeira impressão era de um livro velho, sujo e barato.

Então prosseguiu e foi pesquisar outros livros. Encontrou um bem interessante, pois era um livro novo, sem sujeira e nenhum rasgado. Sua capa era bem ilustrada e o título interessou a você. 

Era tudo perfeito: levou um bom livro para casa mesmo sendo um livro caro. Ao chegar a sua casa, ansiosamente, pega o livro e começa a ler. Logo de cara, nas primeiras páginas, o livro que era até então “interessante” passa a ser um tédio: uma história chata, sem expectativas. Num determinado ponto do livro, você desiste de ler.

Frustrado com o livro, volta ao mesmo sebo e vai à procura daquele outro livro “velho, sujo e barato”. No entanto, sua frustração aumenta, ao saber que aquele livro era o último e foi vendido. 

O vendedor lhe pergunta: “Você não gostou do livro que levou?” E você, muito frustrado e arrependido, responde: “Não gostei, comecei a ler e achei um tédio. Quando vi capa achei que fosse legal.” Com um riso irônico, o vendedor responde: “Aquele livro de capa velha que você veio procurar, é muito bom. Tem uma história fascinante. Apesar de sua aparência ser feia e até mesmo suja, é um dos melhores livros que eu já li.”

Diante dessa realidade, me questiono: Quem sou eu? Sou o livro novo com um conteúdo sem expectativas? Ou o livro velho que tem experiências e histórias fascinantes? Será que sou a pessoa que julga a capa como a parte mais importante do livro? Vivemos essa realidade, nem sempre é o nosso conteúdo que determina quem somos.

O fator social é importante

O fator social e aquisitivo é muito mais importante para determinar quem é você na sociedade: se você tem poder aquisitivo elevado, pertence ao grupo dos poderosos e ricos; e se você não tem, faz parte da “maioria” dos que lutam por sobrevivência. Não, necessariamente, serão seus princípios e valores morais que dirão se você presta ou não para ser reconhecido e útil dentro do sistema. 

É como se fosse um esquema de engrenagem, onde cada dente fosse um indivíduo que tem o papel de fazer com que a engrenagem funcione, ou seja, que o capitalismo funcione. 

O que determinará o funcionamento do sistema não será a capacidade de crítica ou os valores morais e éticos do cidadão, mas é o seu papel dentro do funcionamento do sistema.

Portanto, para isso nem é necessário que se pense e questione, basta fazer o seu papel.O engraçado é justamente isso, o que seria o lógico (pensar e questionar) passa a ser uma ameaça a um sistema que rejeita esses tipos de atitudes.

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