Relativismo moral na filosofia: O que é?

Definir a verdade absoluta acerca de algumas coisas ou acontecimentos é uma das funções primordiais da filosofia, essa busca por uma verdade irrefutável, no entanto pode esbarrar em uma importante variável presente em toda a sociedade: o relativismo moral. 

O relativismo expressa nada mais do que diferentes pontos de vista acerca de determinado fato, assim sendo uma verdade irrefutável mundialmente aceita é praticamente impossível na prática.

O relativismo é uma tese metafísica, ou seja, é uma afirmação sobre a realidade, sobre como as coisas são. Para o relativismo, não há padrões universais ou verdades absolutas. 

O infanticídio, por exemplo, pode ser aceito em algumas culturas e rejeitado por outras, sem que haja alguma forma de determinar se esse ato é em si moralmente permitido ou errado.

Relativismo parte do pressuposto de que cada pessoa ou grupo social se expressa de maneira diferente diante de determinada situação. Logo a interpretação desses atos deverá levar em consideração as características morais e culturais presente em determinado indivíduo ou grupo social.

O que é o relativismo moral?

O relativismo moral por sua vez, apresenta uma visão dualista da sociedade. Dividido em “bem” e “mal” os atos humanos são encaixados em determinado grupo com base em uma análise cultural de determinada situação. 

Por exemplo, o abate de animais pode ser visto racionalmente como “mal”, uma vez que esses animais são abatidos contra a sua vontade, contudo a necessidade da sociedade em consumir tais animais para suprir a necessidade nutricional acaba caracterizando essa prática como “bem” validando assim o ato.

O relativismo moral é um importante conceito em especial no que diz respeito à necessidade da sociedade em tolerar determinados comportamentos, principalmente os atrelados à cultura ou religião de determinado grupo social. 

Contudo um consenso esmagador acerca de determinado assunto polêmico certamente deve ser averiguado, pois como já dito muitos dos atos tidos como “bons” não são embasados racionalmente, e se tratando de interações humanas o lado racional certamente deve ser levado em consideração.

A importância para a sociedade

É fácil ver que os fundamentos da civilização ocidental, que é a base das modernas sociedades democráticas,  não foram construídos sobre a filosofia do relativismo moral. O próprio ato da aprovação de uma lei e a sua aplicação sugere um padrão fixo ao qual todos devem aderir. 

Todas as leis humanas envolvem algum princípio moral que está a ser aplicado pela ameaça de consequências negativas para os infratores. 

Os limites de velocidade são aplicados na maioria das estradas por causa de uma convicção moral de que arriscar a vida de outras pessoas é errado. O mesmo vale para o assassinato, roubo, falso testemunho, fraude e assim por diante. 

Quando o relativismo moral se torna dominante, no entanto, os legítimos princípios morais não são mais a base dessas leis. Como tudo é relativo, então essas leis são apenas uma questão de opinião e a única razão universal para segui-las é evitar consequências negativas. 

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