Competição e Cooperação: Qual a diferença?

De acordo com o dicionário (HOUAISS, 2001) obtemos as seguintes definições da palavra cooperação: 1 Ato ou efeito de cooperar. 2 Associação entre duas espécies que, embora dispensável, traz vantagens para ambas, colaboração. E a seguinte definição da palavra competição: 1 Ato ou efeito de competir. 2 Busca simultânea por dois ou mais indivíduos, de uma vitória, uma vantagem, um prêmio. 3 Luta desafio, disputa ou rivalidade.

Cooperação, aparentemente, lembra-nos do pronome comunal “nós”, ao passo que competição, lembra-nos do pronome de primeira pessoa, “eu”. Tanto a “cooperação” quanto a “competição” possuem um conjunto de crenças e regras que determinam o modo como são apresentados e como instituem formas de vida, isto é, como ganham textura subjetiva e como passam a determinar comportamentos, estilos e práticas sociais (RELIU, 1997).

Para o esporte o conceito de cooperação transfigura para relações de respeito mútuo, tendo uma postura de tolerância com a convivência e as diferenças, tendo assim, um processo de negociação constante. Para existir cooperação deve haver objetivos comuns, atividades e ações conjuntas e organizadas proporcionando vantagens para todos, reconhecendo assim que o ser humano depende (de certa forma) dos outros para competir (RELIU, 1997).

Já em relação à competitividade há uma disposição para lutar por satisfação ao se fazer comparações com algum padrão de superioridade na presença de avaliadores (Martens, 1976). Basicamente, Martens considera competitividade um comportamento voltado à realização em um contexto competitivo, com a avaliação social como componente chave. É importante observar uma orientação de conquista específica à situação: algumas pessoas altamente orientadas à conquista em uma situação (p. ex. esportes competitivos) não o são em outras situações (p. ex. aula de física). A definição de Martens de competitividade é limitada a situações em que a pessoa é avaliada ou tem potencial para ser avaliada por especialistas. Entretanto, muitas pessoas competem consigo mesmas (p. ex. tentando superar seu próprio tempo de corrida do dia anterior) mesmo quando ninguém está avaliando seu desempenho (RELIU, 1997).

O nível de motivação para a realização revelaria a autocompetição, enquanto o nível de competitividade influenciaria o comportamento em situações avaliadas socialmente. Gill e Deeter tentaram definir mais claramente o termo, desenvolvendo primeiro o questionário de Orientação Esportiva (Sport Orientation Questionaire – SOQ) para fornecer uma medida confiável e válida de competitividade (1988). Usando o SOQ, Gill e Deeter encontraram três tipos de orientações competitivas, as quais representam diferentes resultados subjetivos de uma situação competitiva. Competitividade é o prazer de competir, e é o desejo de lutar por sucesso em situações esportivas competitivas.

Uma pessoa competitiva simplesmente ama competir e busca situações competitivas. Orientação à vitória é o foco na comparação interpessoal e na vitória da competição. É mais importante superar outros competidores do que melhorar os próprios padrões. Orientação ao objetivo é o foco nos padrões de desempenho pessoal. O objetivo é o de melhorar o próprio desempenho, e não o de vencer a competição. A orientação competitiva de uma pessoa afeta a forma como ela percebe a situação competitiva (RELIU, 1997).

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