Risco físico no ambiente de trabalho

Risco físico no ambiente de trabalho

São riscos ambientais que se apresentam em forma de energia como os ruídos, temperaturas extremas, vibrações, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, frio, calor, pressões anormais e umidade.

Todos os itens citados são encontrados, na maioria dos ambientes de trabalho, seja ele industrial, empresarial, dentre outros. Sendo assim, o objeto é compreender o significado dessas condições para delimitar padrões de normalidade e potencialidade de riscos.

Os riscos mais comuns

Dentre os riscos físicos, há os mais comuns como os ruídos e aqueles com menor prevalência, mas com especificidades e de graves repercussões quando negligenciados.

Assim, inicia-se uma doença frequente entre os trabalhadores, a diminuição da capacidade de ouvir, não representa doença grave e letal, entretanto interfere na capacidade de executar atividades cotidianas refletindo na qualidade de vida pessoal ou em família (SANTOS e SANTOS 2000; CARVALHO 2001; MENDES, 2005).

É importante entendermos a diferença entre o som e o ruído, que segundo Smith & Peters, (1992 apud MENDES, 2005), “som representa uma sensação auditiva provocada por variações de pressão geradas por alguma fonte de vibração” e o ruído é descrito como um som desagradável ou incômodo produzido por máquinas, instrumentos, e esse é identificado com frequência no ambiente industrial (CARVALHO, 2001).

Entretanto, faz-se importante sinalizar que som ou ruídos elevados provocam danos à audição (SANTOS e SANTOS, 2000).

Segundo Mendes (2005), há uma diferença entre tipos de ruídos:

– Ruído contínuo: pode ser encontrado em fábricas têxteis e apresenta flutuações pequenas;

– Ruído intermediário: possui intervalos de níveis sonoros relativamente baixos, significa uma previsibilidade em relação ao som;

– Ruído variável: encontrado em indústrias do ramo metal-mecânico onde é realizado lixamento, esmerilhamento, etc.

Essa classificação será importante no momento da avaliação do ruído para colaborar na implementação das ações preventivas.

Quais os procedimentos necessários após a identificação dos níveis de ruídos

Para Santos e Santos (2000), ao avaliar os níveis de ruído ambiental, alguns procedimentos devem ser considerados como:

  • Realizar um mapeamento sonoro. Avaliação realizada por toda a área de trabalho por meio de um medidor de pressão sonora;
  • Atentar para os níveis atingidos acima de 80 decibéis, exceto em momentos como manutenção, pois poderão elevar tal valor;
  • Níveis acima de 85 decibéis podem representar sinal de exposição, sendo necessária uma avaliação mais detalhada;
  • O tipo de ruído, considerando o limite de exposição ocupacional;
  • Utilizando materiais específicos para dosar os ruídos;
  • Atentar para uma amostragem adequada em relação ao tempo de exposição, preferencialmente uma jornada de trabalho;
  • O ambiente e atividade de trabalho devem ser o habitualmente vivenciado pelo trabalhador;
  • Atentar para cuidados com os dosímetros e seu posicionamento, obedecendo às orientações do fabricante para o uso;
  • Na identificação de diferenças entre os níveis de pressão sonora que atingem os dois ouvidos, devem ser considerados as de maior nível;
  • Envolver os trabalhadores quanto ao objetivo da avaliação e a sequência do procedimento.

Segundo Mendes (2005), os procedimentos citados devem-se acrescer ainda etapas como a apresentação dos dados e registro desses adequadamente para transformar em informações e representar alteração no ambiente de trabalho.

Todos os riscos físicos podem acarretar perda ou redução da capacidade auditiva, nervosismo, estresse, cefaleia, câncer, dentre outros agravos. (IWAMOTO et al., 2008).

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