Teoria estruturalista: Entenda o assunto

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Você já ouviu falar da teoria estruturalista? Ela ampliou a visão da administração que antes se limitava ao indivíduo, na Teoria Clássica, e ao grupo, na Teoria das Relações Humanas, e que agora abrange também a estrutura da organização, considerando-a um sistema social que requer atenção em si mesmo.

Essa teoria se baseia no conceito de estrutura, no seu sentido literal, fazendo com que o todo seja composto por partes que se interrelacionam. Portanto, significa que os sistemas organizacionais não são a mera justaposição das partes.

A história da Teoria Estruturalista

A Teoria Estruturalista que surgiu por volta da década de 50 como um desdobramento de autores que tentaram conciliar as teses propostas pela Teoria Clássica e pela Teoria das Relações Humanas. Inspirando-se na abordagem de Max Weber, pela primeira vez, começou-se a olhar para fora e atravessar as fronteiras da organização, passando a reconhecer a interdependência da mesma com o ambiente. Ou seja, uma organização é um sistema aberto que se relaciona com o ambiente externo e com outras organizações.

Outra característica básica do estruturalismo consiste no conceito de estrutura, que é um todo composto por partes que se inter-relacionam, o que significa que os sistemas organizacionais não são, meramente, uma justaposição das partes.

Enquanto a Teoria Clássica se concentrava na organização formal e a Teoria das Relações Humanas somente na organização informal, os estruturalistas apostaram no relacionamento entre ambas as organizações: a formal e a informal com abordagem múltipla.

São ideias centrais da teoria estruturalista:



1. A sociedade de organizações:



Os estruturalistas ressaltam que vivemos em uma sociedade cheia de organizações e que dependemos destas o tempo todo. A sociedade moderna e industrializada é uma sociedade de organizações, das quais o homem passa a depender.



2. O homem organizacional:



Enquanto a Teoria Clássica caracteriza o “homo economicus” e a Teoria das Relações Humanas “o homem social”, a Teoria Estruturalista enfoca o “homem organizacional”, àquele que desempenha diferentes papéis em várias organizações.

As organizações modernas passaram a demandar um tipo especial de personalidade na qual estejam presentes a flexibilidade, a resistência à frustração, a capacidade de contemporizar as recompensas e o desejo constante de realização. O desejo de receber recompensas materiais e sociais faz com que o homem aceite desempenhar diversos papéis sociais em seu trabalho.



3. Os conflitos inevitáveis:



Os conflitos entre os interesses dos empregados e os objetivos da organização, são inevitáveis e fundamentais no processo social. Tais conflitos são gerados por tensões que se situam entre necessidades organizacionais e individuais, entre níveis hierárquicos e unidades administrativas. No entanto, quando não administrado pode levar a situação destrutiva.



4. Incentivos mistos:



Os estruturalistas, tanto os clássicos (incentivo material) quanto os humanistas (incentivos e recompensas psicossociais) tinham uma visão fragmentada da realidade e, portanto, entendiam que os indivíduos necessitavam de recompensas materiais e sociais

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