Tipos de Conflitos

Uma das estratégias utilizadas para negociação de conflitos é o de conhecê-lo, saber qual é sua amplitude e como se está preparado para trabalhar com ele.

Quais são os tipos de Conflitos?

Faleiros (2005) destaca que existem diferentes tipos de conflitos, e a sua identificação pode auxiliar a detectar a estratégia mais adequada para administrá-lo.

  • Conflito latente: é aquele conflito que não é declarado e não há, mesmo por parte dos elementos envolvidos, uma clara consciência de sua existência. Eventualmente, não necessitam ser trabalhados.
  • Conflitos percebidos: os elementos envolvidos percebem, racionalmente, a existência do conflito, embora não ocorra ainda a manifestação aberta do mesmo.
  • Conflito sentido: consiste naquele que já atinge ambas as partes, e em que existe a emoção e forma consciente.
  • Conflito manifesto: trata-se daquele conflito que já atingiu ambas as partes, já é percebido por terceiros e pode interferir na dinâmica da organização.

O Conflito Dividido por Áreas

Contemporaneamente, constata-se que o conflito está presente em todos os relacionamentos humanos e em todas as sociedades. 

Os diferentes pontos de vista ocorrem entre pessoas de uma mesma família, vizinhos, grupos religiosos e esportistas, organizações e governo, cidadãos, dentre outros. 

São diferentes os conflitos que se estabelecem, podendo ser nas áreas pessoais, trabalhistas ou comerciais, sendo constituídas por múltiplos participantes e múltiplos critérios.

Conforme adverte Bráulio (2010), em razão dos altos custos físico, emocional e financeiro que resultam de uma situação conflituosa, os indivíduos têm buscado maneiras de resolver suas discordâncias e diferenças de pontos de vista. Sempre que se busca administrar e resolver as diferenças tem-se procurado estabelecer procedimentos que atendam aos interesses das partes envolvidas, minimizando o desgaste e os gastos desnecessários.

As áreas do conflito

Autores conceituam que o conflito pode ser dividido em diferentes áreas. Estas seriam:

Conflito social

Este tipo de conflito surge em decorrência do grau de complexidade e implicação social. As pessoas vivem numa sociedade altamente evoluída do ponto de vista social e tecnológico, mas, ao mesmo tempo, imensamente precária em termos de habilidade para negociações.

Constatamos que a violência tem sido, historicamente, um dos instrumentos mais utilizados na tentativa de sanar conflitos.

Conflitos tradicionais

Estes pertencem à história e são os que reúnem indivíduos ao redor dos mesmos interesses, fortalecendo assim a solidariedade existente entre as pessoas. 

Os conflitos aparecem por três razões principais que seriam: pela competição entre as pessoas, por recursos disponíveis, mas escassos; pela divergência de alvos entre as partes; e pelas tentativas de autonomia ou libertação de uma pessoa em relação à outra.

Podemos compreender como sendo fontes de conflito, segundo Martins (2009), os seguintes fatores:

– Direitos não atendidos ou não conquistados;

– Mudanças externas acompanhadas por tensões, ansiedades e medo;

– Luta pelo poder;

– Necessidade de status;

– Desejo de êxito econômico;

– Exploração de terceiros (manipulação);

– Necessidades individuais não atendidas;

– Expectativas não atendidas;

– Carências de informação, tempo e tecnologia;

– Escassez de recursos;

– Diferenças culturais e individuais;

– Divergências de metas;

– Tentativa de autonomia;

– Emoções não expressas/inadequadas;

– Obrigatoriedade de consenso;

– Meio ambiente adverso e preconceitos.

As Consequências do Conflito

Até aqui frisamos os aspectos positivos do conflito. Ressalta-se também que algumas consequências podem ser consideradas como negativas, e aparecem com frequência nas organizações. Brandão (2009) destaca que os seguintes podem ser evidenciados com maior acentuação:

  • Quando desviam a atenção dos reais objetivos, colocando em perspectiva os objetivos dos grupos envolvidos no conflito e mobilizando os recursos e os esforços para sua solução;
  • Quando tornam a vida uma eterna derrota para os grupos de perdedores habituais, interferindo na sua percepção e na socialização daqueles que entram na organização;
  • Quando favorecem a percepção estereotipada a respeito dos envolvidos, como ocorre frequentemente em organizações.

Estas questões poderão ser identificadas em qualquer organização e serão consideradas negativas.

Em relação aos efeitos positivos dos conflitos, destacam-se:

  • São bons elementos de socialização, pois oferecem aos novos participantes de um grupo a sensação de envolvimento com alguma causa;
  • Auxiliam a equilibrar as relações de poder no âmbito intraorganizacional, já que em qualquer episódio de conflito pode haver diferentes ganhadores;
  • Propiciam a formação de alianças com o objetivo de ganhar num conflito específico, mas também de garantir mais poder.

Indiferentes de serem conflitos positivos ou negativos, ambos podem ser considerados úteis pelo papel que desempenham na vida das pessoas.

Lidar com o conflito, estabelecer estratégias de negociação para a resolução de conflitos, implica trabalhar com grupos e tentar romper alguns dos estereótipos vigentes nas organizações, considerando que essas mesmas estratégias deverão ser repetidas periodicamente.

Uma das estratégias indicadas é a de criar tarefas a serem executadas em conjunto por grupos diferentes, garantindo assim que seu cumprimento seja reconhecido pela potencialização do trabalho dos grupos.

Estratégias de confronto também podem ser utilizadas caso o conflito já seja franco, desde que exista entre as partes alguém que desempenhe o papel de moderador.

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