A Ergonomia Odontológica

O objetivo da ergonomia é proporcionar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar o máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.
São aspectos importantes para o atendimento:

• Agendar, planejar o atendimento.
• Conhecimento da capacidade de trabalho diária e semanal da equipe.
• O excesso de trabalho pode causar desgaste cardíaco, hipertensão, fadiga, artrites, fibroses, calcificações, cansaço muscular, ansiedade, frustrações, tensões emocionais e angústia.
• É recomendável uma jornada máxima de 50 horas semanal.
• Corrigir hábitos defeituosos de trabalho.
• É importante utilizar mochos de base ampla (cinco rodas), trabalhar em equipe com auxiliar (quatro mãos), colocar o usuário na posição supina (exceto em casos que a condição sistêmica do usuário impossibilite essa posição), ter visão em todos os quadrantes e utilizar equipamento correto de acordo com a técnica de trabalho adotada.
• A área útil de trabalho do profissional deve estar dentro de um círculo com um metro de diâmetro (espaço máximo de pega) que pode ser alcançado com o movimento de braço. Deve-se ter tudo a um alcance mínimo, eliminando movimentos supérfluos, torções exageradas ou inclinações laterais.
• A área total do consultório não deve ter mais que três metros de largura para não ser antiergonômico. Nessa área ficam as pias e armários fixos (em forma de U), sendo que as gavetas, quando abertas, devem cair dentro de um “círculo” de 1,5m de raio.

• Ideal é a posição de 9h para o CD e 15h para auxiliar (posições consagradas em ergonomia), que permite trabalhar com visão direta, tanto da mandíbula como da maxila. A perna esquerda do CD fica posicionada sob o encosto da cadeira, e a direita ao lado do braço direito da cadeira. Para CD canhoto, a posição é invertida com a auxiliar. Com a regulagem do encosto da cadeira é possível ainda a posição de 12h com visão indireta e o usuário na posição supina.
• A postura incorreta pode afetar seriamente a saúde do profissional, levando a deformações irreversíveis da coluna vertebral.
• Sentar-se no mocho com as coxas paralelas ao chão formando um ângulo de 90º com as pernas e os pés apoiados no chão. Acima de 90º haverá maior compressão da circulação venosa de retorno com consequente aparecimento de varizes.
• Manter as costas retas e apoiadas no encosto do mocho, na região renal e a cabeça ligeiramente inclinada para baixo.
• Trabalhar com os cotovelos junto ao corpo ou apoiados em local que esteja ao nível dos mesmos, com todos os membros descontraídos para prevenir a bursite.
• Ajustar a altura da cadeira de tal maneira que uma das pernas do CD possa ser colocada sob o encosto, sem sofrer pressão e sincronizadas com as pernas da auxiliar.
• Posicionar o cabeçote para baixo quando o trabalho for realizado na maxila, para cima e para frente, caso seja na mandíbula.
• Posicionar o usuário deitado na cadeira de modo que a boca do mesmo fique no mesmo nível dos seus joelhos.
• Manter uma distância de 30 cm da boca do usuário.
• Posicionar o refletor à frente do usuário para trabalhar na maxila e perpendicularmente à cabeça do mesmo, para o trabalho na mandíbula.
• Utilizar sugadores de alta potência, evitando que o usuário utilize a cuspideira, o que acarreta mudanças constantes da posição e perda de tempo.
• A cada 90 minutos de atendimento deve ser feito um intervalo de dez minutos.
Outras regulamentações gerais sobre ergonomia se encontram na NR17 – Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho.

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