A importante função do cordão umbilical

O cordão umbilical é um anexo exclusivo dos mamíferos e permite a comunicação entre o embrião e a placenta. Caracterizado por um longo cordão constituído por duas artérias e uma veia, além de um material gelatinoso.
O cordão umbilical é responsável por garantir a nutrição do feto e a troca gasosa que é feita da seguinte maneira: a veia umbilical transporta sangue rico em oxigênio proveniente da placenta e as artérias umbilicais transportam sangue pobre em oxigênio, assim a placenta é responsável em exercer o papel dos pulmões, já que os mesmos ainda não estão funcionando.
No endotélio e subendotélio da veia do cordão umbilical podem ser encontradas células-tronco mesenquimais. Essas células ainda não têm sua função definida e por um processo de diferenciação (ainda não bem definido) podem se transformar em outras células do corpo.

O que é cordão umbilical?


O cordão umbilical é então uma estrutura que liga o feto à placenta, uma espécie de via de comunicação entre o bebê e a mãe, constituída por três canais (vasos sanguíneos) – duas artérias e uma veia – envolvidos por uma espécie de substância gelatinosa (a geleia de Wharton).
Esta geleia não só mantém os canais juntos como os protege e impede que entrem em colapso. A veia é mais larga, de parede mais fina e, por isso, mais frágil. As artérias são mais estreitas e têm paredes mais espessas. Os vasos entram no feto em nível do umbigo e na placenta, normalmente, no seu centro.
As artérias transportam sangue, já com pouco oxigênio, e com produtos a serem eliminados, do feto para a placenta. Aqui os produtos a serem eliminados passam do sangue fetal para o sangue materno através de uma fina membrana, extensa e muito pregueada, a fim de serem eliminados pela mãe por meio do fígado e dos rins.
Na placenta, em troca, o sangue fetal recebe oxigênio e nutrientes da mãe, oxigenado e nutrido, o sangue é transportado de volta ao feto através da veia umbilical. Dessa maneira, é fundamental manter estas vias abertas enquanto o bebê se encontra dentro do útero.

O que acontece quando o cordão umbilical é cortado?


Ao cortar-se o cordão, quando o bebê nasce, a falta de oxigênio faz com que se abram as artérias que servem de via para o sangue que vem do lado direito do coração para os pulmões (normalmente quase fechadas durante a vida intrauterina). Esta abertura permite que o líquido existente nos alvéolos pulmonares seja absorvido, permitindo que se abra uma via aérea entre a boca do bebê e os seus pulmões por onde se passa a fazer a oxigenação do seu sangue.

Possíveis complicações que podem acontecer

As complicações relacionadas com o cordão umbilical podem surgir quando existe obstrução completa da veia ou das duas artérias. Se tal obstrução persistir pode causar asfixia e a morte do feto, como se ele fosse impedido de respirar. Outra forma de complicação é a rotura de um dos vasos, que causará a uma hemorragia fetal, podendo também causar a morte do feto.
As complicações com o cordão umbilical podem surgir antes ou durante o parto. Quando surgem durante o trabalho de parto frequentemente podem ser detectadas e corrigidas, uma vez que a maioria dos partos, hoje em dia, ocorre em hospital e com vigilância contínua.
Quando ocorrem antes do parto ou nas suas fases iniciais podem ser silenciosas, isto é, ou não causam sintomas significativos de alarme que a mãe possa perceber ou não são detectáveis pelos métodos rotineiros de vigilância da gravidez. Nesta última circunstância, quando a mãe sente alguma coisa, geralmente a ausência de movimentos fetais já é tarde.
Contudo, um cordão umbilical normal é difícil de obstruir e de romper. A geleia de Wharton é um excelente protector dos vasos. Os vasos são também eles, de alguma forma resistente, a sua forma espiral protege-os contra a distensão. Mesmo havendo algum grau de torção, compressão e distensão do cordão como em caso de enrolamento do cordão à volta de partes do corpo do bebê, quando a atividade fetal provoca a formação de nós ou quando, durante o parto, se comprime o cordão contra estruturas ósseas, ou quando o bebê manipula o cordão, normalmente não há consequências para o bebê.
Porém se o cordão é anormal, demasiado longo ou demasiado curto, com pouca geleia de Wharton, com vasos pouco espiralados, com paredes vasculares anormais, com inserção anormal do lado placentar – ou se existem outras alterações – diminuição do líquido amniótico, placenta com alterações de função, podem ocorrer complicações nesta via de comunicação. Serão raras as consequências graves de uma única anomalia na estrutura ou posição do cordão. As consequências graves normalmente surgem em situações de combinações de anomalias.

Mortes dos fetos por causa de anomalias do cordão umbilical


A ideia de que as mortes fetais dentro do útero, antes do parto, são todas causadas por anomalias do cordão umbilical não é verdadeira. Estima-se que cerca de 15% das mortes fetais tardias, ou seja, ocorridas nas últimas semanas da gravidez possam ser atribuídas a anomalias do cordão umbilical.
Na hora do parto, após a retirada do bebê do útero, o obstetra corta o cordão, pois o bebê já está maduro o bastante para respirar e se nutrir sozinho. Com isso, o restante do cordão é “puxado”, esse procedimento descola a placenta do útero e as duas estruturas são tiradas do útero e normalmente são descartadas.
A independência do bebê inicia-se no momento do corte do cordão umbilical. A partir desse momento terá de sobreviver por si só.

Qual o momento ideal do corte?

O momento do corte é controverso. Há quem defenda que o corte do cordão umbilical se deve efetuar imediatamente ao nascimento, enquanto que outros defendem que se deverão esperar alguns minutos para cortar o cordão umbilical dos recém-nascidos porque esta medida traz benefícios à saúde dos bebês no início de sua infância.
Os defensores de um corte mais tardio defendem que no momento do parto a criança está recebendo oxigênio através do cordão, e que necessita de alguns minutos para que os seus pulmões possam iniciar a sua função. Ao cortar imediatamente o cordão umbilical, os seus pulmões têm de começar a funcionar bruscamente. Para o bebê é preferível que os pulmões comecem a funcionar pausadamente tendo como apoio a oxigenação ainda fornecida pelo cordão.

Como é procedimento de corte?

Para cortar o cordão umbilical o médico coloca dois clampes no cordão – com dez centímetros entre si, e corta entre eles, deixando de 2 a 3 cm da secção que ainda se prende ao bebê. Em seguida, procede à laqueação do cordão. Todo este procedimento é indolor. Alguns pais, sob orientação do médico, cortam o cordão umbilical se expressaram previamente esse desejo.
O sangue do cordão umbilical é rico em “stem-cells”, as células-mãe. Estas se encontram juntamente com os outros componentes da corrente sanguínea (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas).
Há três décadas sabe-se que o sangue do cordão umbilical contém muitas células adequadas para transplante, mas só em 1988 se realizou o primeiro transplante. Desde então, muitos dos transplantes têm sido feitos com estas células, quer sejam de um doador relacionado como, por exemplo, de um irmão, quer sejam de um doador não relacionado, adquirido por meio de um banco de sangue do cordão umbilical.
Os bancos ficam com o sangue recolhido nas maternidades e doam-no voluntariamente quando é necessário. Este armazenamento é feito por meio do congelamento do sangue a uma temperatura de 196 graus negativos.

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