Adaptação do tecido muscular ao alongamento

Os tecidos moles que podem restringir a mobilidade articular são os músculos, tecido conectivo e pele. Cada um tem qualidades próprias que afetam sua extensibilidade, ou seja, sua capacidade de alongar-se, e essa capacidade é moldável e adaptável.

Quando procedimentos de alongamento são aplicados a esses tecidos moles, a velocidade, intensidade e duração da força de alongamento irão afetar a resposta dos diferentes tipos de tecido mole. Tanto as características mecânicas dos tecidos contráteis e não contráteis, quanto às propriedades neurofisiológicas do tecido contrátil, afetam o alongamento do tecido mole.

O tecido muscular e articulações possuem componentes elásticos, plásticos e inextensíveis.

Os componentes elásticos são os que, submetidos ao alongamento, retornam a sua forma original após o relaxamento da musculatura. São os miofilamentos, que representam os elementos contráteis fundamentais, e o tecido conjuntivo que é disposto tanto em séries, como em paralelo com as fibras musculares.

Os componentes plásticos são aqueles que não retornam a sua forma original depois de cessado o alongamento. São divididos basicamente em: mitocôndrias, retículo endoplasmático e sistema tubular, ligamentos e disco intervertebral.

Os componentes inextensíveis são aqueles que não trabalham durante a ação de uma força longitudinal, ou seja, não provoca deformações. São eles: os ossos e tendões.

O tecido muscular tem a capacidade de adaptação à determinada estimulação, resultante da plasticidade, isto é, a capacidade do tecido mole em assumir um comprimento novo após a força de alongamento ter sido removida. Essa característica é decorrente da composição da fibra muscular.

O músculo esquelético apresenta as propriedades de irritabilidade, contratilidade, extensibilidade e elasticidade.

A irritabilidade é a capacidade do músculo em reagir a determinados estímulos, que podem ser mecânicos e eletroquímicos. Uma vez que o tecido muscular esquelético possui grande sensibilidade, uma estimulação mínima como a realizada pelo neurotransmissor químico é suficiente para produção de estímulos musculares.

A contratilidade refere-se à capacidade do encurtamento ou contração do músculo quando for estimulado de forma suficiente. Alguns músculos esqueléticos conseguem reduzir seu comprimento em até 70% do seu comprimento em repouso, contudo, a média de encurtamento dos músculos esqueléticos é de aproximadamente 57%, pois o encurtamento recebe restrições pelas estruturas do corpo humano.

A extensibilidade é a capacidade que o músculo tem de ser estirado, promovendo um aumento em seu comprimento, a partir de uma força externa exercida sobre ele. Esta característica é influenciada pelo tecido conectivo existente no músculo encontrado no perimísio, epimísio e fáscia.

Elasticidade é a capacidade de a fibra muscular voltar ao seu comprimento inicial, depois que o estímulo é retirado. O músculo pode ter estímulos eletroquímicos como potencial de ação vindo do nervo correspondente, ou ainda mecânico, quando o músculo é atingido por algum golpe externo. Esta característica também pode ser determinada pelo tecido conectivo. Esta propriedade aliada à extensibilidade promove os mecanismos de proteção muscular.

Quando se alonga um músculo sem forçar demais sua amplitude de movimento, geramos um afastamento do local de origem e inserção do músculo, que chamamos de alongamento.

Se este alongamento ocorrer de forma suave, chegar próxima a sua amplitude articular máxima e for mantida a posição por pouco tempo, as fibras musculares se alongam e posteriormente retornam ao seu comprimento normal. Isto é chamado de resposta elástica da musculatura.

Quando o alongamento segue as condições citadas acima, porém o tempo de permanência na postura aumenta, consequentemente tenta-se aumentar a amplitude de movimento, acaba-se gerando uma deformidade plástica na musculatura. Esta situação é chamada de resposta plástica da musculatura.

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