As eras e fases do marketing

Com o intuito de apresentar e contextualizar o desdobramento histórico do marketing, reproduzimos o conceito das três eras, classificadas por Boone (1998): Era da produção, Era de Vendas e Era do Marketing.

Era da produção

A Era da produção (antes dos anos 20) dividiu-se em duas subetapas básicas: produto e produção. Com relação ao produto, a ideia predominante era de que ele se vendia sozinho. O segundo fator era a produção, isto é, a preocupação com a quantidade produzida, pois havia escassez de produtos e o que importava era acelerar a produção massificada. Vale lembrar que, neste período os comerciantes contavam apenas com os jornais e outros tipos de impressos para fazer chegar ao consumidor a informação dos produtos por eles fabricados.

Era de vendas

Com o passar dos tempos, as empresas foram percebendo que não bastava produzir em grande volume; era preciso escoar a produção e liberar os estoques. Entrava em cena a Era de vendas (final dos anos 20 até anos 50). Las Casas (2006, p. 06), afirma que neste período “o bom vendedor era aquele que conseguisse vender o produto mesmo que o cliente não precisasse dele”.
A partir da década de 20, mais precisamente a partir de 1923, o Brasil contava com a sua primeira emissora de rádio. Era o surgimento do primeiro meio eletrônico de massa que, associado ao jornal, auxiliava os comerciantes na venda de seus produtos.

Era do marketing

O mercado foi se modificando e novas empresas surgindo. A concorrência acirrada gerou a necessidade de criar métodos diferentes de venda, de conquistar o consumidor e torná-lo fiel ao produto e à marca. Era a vez das empresas irem atrás do consumidor, fazendo nascer assim a Era do Marketing (após os anos 50). Nesta era, o cliente se tornou o centro da atenção e passou a ser influenciado, em seus hábitos de compra, por um meio inovador de comunicação, que agora associava áudio e vídeo: a televisão, que até hoje é o principal meio que divulga as mensagens dos anunciantes.

Era digital

Embora não componha a classificação de Boone, acrescenta-se aqui o que podemos denominar como a Era digital, caracterizada pelo uso intensivo e frequente da internet para todo o processo de compra, inclusive o pós-vendas, principalmente após a década de 1990. A pesquisa por produtos/serviços passou a ser feita através dos mecanismos de busca e depois pelas próprias mídias sociais.
O conhecimento de um determinado produto não se realiza somente por meio de um espaço físico concreto, mas também em um espaço virtual, bem como pela opinião dos amigos, integrantes das comunidades e redes virtuais. A aquisição passou a ser feita pelos canais on line da empresa e até mesmo o pós-vendas migrou do telefone para os microblogs.
Em sua clássica obra “Marketing para o Século XXI”, Kotler (2003, p. 249) já presumia uma “reengenharia completa” no mercado por conta da revolução digital. Não há dúvidas de que mercados e marketing operarão de acordo com princípios bem diferentes nos primeiros anos do século XXI. A sucessora da sociedade industrial – a economia da informação – penetrará e mudará quase todos os aspectos da vida diária. A revolução digital alterou de maneira fundamental nossos conceitos de espaço, tempo e massa.

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