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Assistência de enfermagem a pacientes submetidos aos agentes contrastantes

Para a realização de alguns procedimentos dentro do meio da saúde existe a necessidade do uso de algumas substâncias, sendo uma delas os agentes contrastantes. Assim, existem alguns cuidados de enfermagem na administração de agentes contrastantes.

Principais cuidados na administração de agentes contrastantes

Armazenamento do Contraste

Verificar sempre com o fornecedor o meio correto de armazenamento, incluindo temperatura que o contraste deve permanecer, validade do produto e manutenção em local apropriado.

Administração do Contraste

a administração endovenosa do contraste deve ser feita por punção em veia calibrosa, utilizando-se cateter agulhado número 21 (adultos) ou preferencialmente cateter de cano curto (do tipo abocath) número 20. O acesso venoso é verificado antes da administração do contraste garantindo com isso sua permeabilidade e evitando extravasamento.

Para administrar o contraste endovenoso indica-se o uso de bombas injetoras que se constituem em equipamento controlado (tempo/quantidade) para infusão. O uso de seringas para administrar o contraste além de ser de difícil manuseio na realização do procedimento, acarreta um maior tempo dispensado pelo técnico de enfermagem e em algumas situações a exposição aos raios.

Ao iniciar a administração do contraste a equipe de enfermagem deve atentar para os sinais ou sintomas de reação do paciente, sendo que a monitorização do paciente deve ser feita antes, durante e depois do exame. O material para parada deve estar disponível e ser de fácil acesso para prestação de atendimento imediato caso aja necessidade.

Ao apresentar sinais ou sintomas de reação o médico radiologista deve imediatamente ser comunicado.

Preparo do Paciente

Antes da realização do exame o paciente deve ser informado sobre o procedimento que irá realizar. Na utilização dos contrastes endovenosos e/ou orais o paciente deve estar ciente dos riscos e das diferentes reações. Uma entrevista estruturada e registrada é realizada com o paciente em que são avaliados os riscos potenciais de reação ao meio de contraste. Todas as condições relatadas pelo paciente na entrevista são discutidas com a equipe para decisão sobre a realização do exame, proporcionando segurança ao paciente. A equipe médica e de enfermagem dos serviços de radiodiagnóstico devem possuir protocolos claros sobre todos os cuidados que envolvem o uso dos agentes contrastantes, incluindo: medicações que devem ser suspensas antes da realização do exame, medicações profiláticas administradas antes da realização do exame, situações que indicam potencial de risco para a realização do exame e condições que impedem a realização do exame com agentes contrastantes.

Alguns cuidados devem ser observados pela equipe de Enfermagem na administração do agente contrastante para a realização de exames diagnósticos por imagem. Primeiramente, a forma de armazenamento do meio de contraste iodado deve ser analisada; ele deve ficar em temperatura ambiente inferior a 30 °C, ao abrigo da luz e de raios-X; a equipe deve verificar rotineiramente o período de validade dos frascos antes da utilização do produto.

O meio de contraste deve ser aquecido gradativamente até atingir a temperatura corporal antes de ser infundido pela via endovenosa, assim torna o agente menos viscoso e então mais tolerado pelo paciente. A Enfermagem deve monitorizar o paciente durante as primeiras horas após a administração intravascular do agente contrastante, por ser neste período a maior incidência dos efeitos colaterais.

Outro cuidado que Nischimura (1999) destaca é a verificação se o paciente encontra-se em jejum oral de sólidos e líquidos, de acordo com o tipo de exame em que irá ser submetido e conforme orientação; sinais de desidratação também devem ser verificados e se necessário compensar os danos do metabolismo hidrossalino.

A equipe deve preparar o emocional do paciente, pois estados emocionais alterados podem intensificar o aparecimento das reações adversas ou efeitos colaterais. A Enfermeira da Unidade de Diagnóstico por Imagem deve promover treinamentos e reciclagem de sua equipe para o atendimento de intercorrências dos efeitos colaterais com o uso de meios de contraste, a fim de não ocasionar danos maiores ao paciente.

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