Cinesioterapia: O que é?

A cinesioterapia é um recurso terapêutico que utiliza o movimento provocado pela atividade muscular do paciente com uma finalidade precisamente terapêutica. É indicada para desenvolver, restaurar e manter a força muscular, a resistência à fadiga, a mobilidade e a flexibilidade corporal, o relaxamento e a coordenação motora (Kisner e CoIby, 1998).
Sua indicação é baseada na avaliação funcional das disfunções do paciente e os programas de exercícios são traçados individualmente levando em conta as necessidades e incapacidades apuradas na avaliação. Em linhas gerais, os exercícios de cinesioterapia podem ser (Kisner e CoIby, 1998; Lucareli, 2007):

Os exercícios cinesioterapêuticos podem ser indicados para:

  • Promover o equilíbrio;
  • Melhorar o sistema cardiopulmonar;
  • Aumentar a coordenação motora, a flexibilidade e a mobilidade;
  • Aumentar a força dos músculos;
  • Melhorar a postura;
  • Treino de marcha/caminhada. 

É fundamental realizar os exercícios acompanhado de um profissional da fisioterapia pois o profissional terá condições de orientar da melhor forma possível e mais adequada para cada paciente.

Algumas alternativas de tratamento na Cinesioterapia


Passivos

Realizados por uma força externa. Os músculos envolvidos no tratamento não estão atuando. São indicados quando o paciente for incapaz ou não puder mover ativamente um segmento, como quando está em coma, paralisado ou em repouso no leito.
Seus principais são: diminuir as complicações da imobilização no leito, manter a mobilidade articular e dos tecidos conjuntivos, minimizar a formação de contraturas, reduzir a dor, favorecer a nutrição das cartilagens, auxiliar o processo de regeneração após uma lesão.

Ativos

Realizados pelo indivíduo com ou sem auxílio de uma força externa. Indicados quando o paciente está apto a contrair ativamente seus músculos e mover um segmento com ou sem assistência e quando o movimento não é contraindicado.
Os objetivos dos exercícios ativos são: além dos objetivos já citados na técnica passiva: manter a elasticidade e a contratilidade fisiológica dos músculos trabalhados, estimular a integridade óssea e articular, dar feedback sensorial aos músculos em contração, melhorar a circulação sanguínea e a coordenação e habilidades motoras para atividades funcionais. Há diversos tipos de exercícios ativos:

Ativo livre

Movimento feito voluntariamente pelos músculos envolvidos no movimento, sem a resistência de qualquer força externa, exceto a gravidade e o peso do segmento.

Ativo assistido

Movimento feito voluntariamente pelos músculos envolvidos no movimento, com auxílio de força externa para atingir a amplitude de movimento total da articulação.

Autoassistido

Movimento feito voluntariamente pelos músculos envolvidos no movimento, com auxílio de força externa oferecida pelo próprio paciente.

Ativo resistido

Solicita ação e controle dos músculos motores do movimento solicitado contra uma força externa (manual ou mecânica) além da gravidade e peso do segmento, objetivando aumentar a força, a potência e a resistência muscular.

De forma ativa também podem ser executados exercícios de relaxamento para a região cervical.

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