Classificação das Áreas Físicas Hospitalares

O hospital é um local em que se busca melhorar a saúde, mas é importante que as suas dependências estejam higienizadas de maneira correta para que esse objetivo seja alcançado. A limpeza adequada evita complicações de quadros clínicos dos assistidos e possíveis riscos a pacientes, acompanhantes e profissionais.

Como sabemos os hospitais possuem áreas nas quais estamos mais expostos ao risco biológico e áreas onde este risco não está presente.

As áreas hospitalares são classificadas em críticas, semicríticas e não críticas. Nas alas críticas há maior risco de transmissão de doenças em decorrência de materiais utilizados, procedimentos invasivos realizados, pelas patologias dos pacientes atendidos, internações de pessoas com menor imunidade. São exemplos desse caso: Central de Material Esterilizado, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Lavanderia, Salas cirúrgicas, Unidades de isolamento, Banco de sangue, Unidade de Hemodiálise.

A importância em conhecer quais são estas áreas é necessária, porque circulamos constantemente pelo ambiente hospitalar, logo, devemos saber em que tipo de área transitamos ou permanecemos, visando não só nos precaver, como também evitar a propagação de infecções.
Os ambientes hospitalares geralmente são repletos de vírus, bactérias e fungos. Por isso, é extremamente importante que haja limpeza e higienização adequada dessas áreas, de modo a evitar possíveis contaminações dos pacientes e funcionários. Para garantir que esse cuidado seja seguido, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) desenvolveu a norma 7256:2005, que classifica as áreas hospitalares de três formas: crítica, semicrítica e não crítica.

Segundo a ANVISA as áreas hospitalares críticas, semicríticas e não críticas seguem a seguinte definição:
Área crítica
Área na qual existe um risco maior de desenvolvimento de infecções relacionadas à assistência, seja pela execução de processos envolvendo artigos críticos ou material biológico, pela realização de procedimentos invasivos ou pela presença de pacientes com suscetibilidade aumentada aos agentes infecciosos ou portadores de patógenos de importância epidemiológica.

Exemplos de áreas críticas:

• CME – Central de Material Esterilizado;
• UTI;
• Lavanderia hospitalar;
• Salas cirúrgicas;
• Unidades de isolamento;
• Bancos de sangue;
• Unidades de Hemodiálise.
Área Semicrítica
Área de moderado abaixo risco para infecções relacionadas à assistência seja pela execução de processos envolvendo artigos semicríticos, ou pela realização de atividades assistenciais não invasivas em pacientes não críticos e que não apresentam infecção ou colonização por patógenos de importância epidemiológica.
São exemplos de áreas semicríticas:
• Consultórios;
• Enfermarias e apartamentos;
• Área limpa da lavanderia hospitalar.
Área não crítica
Área na qual o risco de desenvolvimento de infecções relacionadas à assistência é mínimo ou inexistente seja pela não realização de atividades assistenciais, ou pela ausência de processos envolvendo artigos críticos e semicríticos, exceto quando devidamente embalados e protegidos.
Exemplos de áreas não críticas:
• Áreas administrativas do hospital;
• Corredores;
• Elevadores;
• Almoxarifado.
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