Classificação dos artigos hospitalares

Artigos hospitalares são os materiais utilizados em serviços de saúde, e podem ser classificados de acordo com seus riscos de transmissão de qualquer infecção ao paciente, são divididos em três categorias: artigos críticos, semicríticos e não críticos.

Artigos críticos

São todos aqueles artigos que entram em contato com sangue, ou seja, penetram tecido. Oferecem um alto risco de infecção. Podemos exemplificar com os materiais de curativos, agulhas de anestesia ou sutura, lâminas, materiais periodontais, etc.

Os materiais instrumentais classificados como críticos necessitam passar pelo processo de esterilização para utilização em âmbito hospitalar. O material quando considerado contaminado (após o uso) passa pelos seguintes processos até nova utilização:

1 – pré lavagem;

2- lavagem;

3- secagem;

4- embalagem;

5- esterilização;

6- armazenamento.

Sabendo que esses artigos precisam ser manipulados com cuidado devido ao risco de contágio e que precisam ser esterilizados, chegamos ao ponto, afinal, o que é esterilização?

Esterilização

Esterilização é o processo de destruição de toda forma de vida microbiana. A esterilização do material deve ser realizada em autoclave, não se recomenda o uso de estufas.

Considera-se um material contaminado todos aqueles dispostos no momento de atendimento, utilizados ou não no paciente- pois a contaminação pode se dar por meio de aerossóis constituídos de saliva, sangue ou qualquer fluído do paciente.

Artigos semicríticos

São aqueles que não penetram tecido do paciente, mas com contato com mucosa íntegra ou não íntegra. Oferecem risco de infecção intermediário. Exemplos desses materiais são as sondas, materiais de assistência ventilatória, nebulizadores. Devido ao seu risco de contaminação, esses materiais passam por um processo de desinfecção ou esterilização.

Desinfecção

A desinfecção é um processo que utiliza agentes químicos e/ou físicos e é capaz de eliminar grande parte dos agentes causadores de infecções. Desinfetantes são agentes químicos utilizados capazes de acabar com vírus, bactérias e fungos – mas por sua vez não eliminam os esporos. O processo de desinfecção pode ser realizado com álcool 70% ou desinfetante hospitalar (multibac).

O processo de limpeza é indicado precedendo a desinfecção para remover as sujidades, ou seja, a remoção física de detritos indesejáveis e pode ser realizada de maneira mecânica por profissional habilitado. A limpeza correta dos artigos hospitalares acarreta em diminuição significativa dos patógenos, podendo ser realizada com água e sabão.  A presença de matéria orgânica em materiais dificuldade a desinfecção e esterilização dos artigos hospitalares.

Artigos não críticos

São todos aqueles artigos que entram em contato com a pele íntegra do paciente ou profissional da saúde. Podem ser higienizados com água, sabão ou álcool 70%. Oferecem um baixo risco de infecção ao paciente. Temos como exemplos os termômetros, aparelhos de aferição de pressão, cubas, papagaios, etc.

Ainda que ofereçam um baixo risco de infecção para o paciente, é importante que esses equipamentos sejam manuseados e higienizados corretamente, pois costumam ser de uso comum ou reutilizados com freqüência e uma higienização incorreta pode acarretar na disseminação de diversas bactérias transmissíveis por contato em ambiente hospitalar.

A correta classificação dos artigos hospitalares facilita para que equipamentos utilizados em serviços de saúde tenham devido descarte e/ou processo de esterilização ou desinfecção, dessa maneira é possível prevenir  o contágio de diversas doenças de origem microbiana que são comuns e de fácil controle se identificados os fatores externos que podem acarretar a contaminação, impedindo a sua proliferação nos ambientes.

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