Clonazepam: O que é e para que serve?

O clonazepam pertence a uma classe química ou família de remédios conhecida como benzodiazepínicos, que possuem como principais propriedades inibição leve das funções do Sistema Nervoso Central (SNC) permitindo com isto uma ação anticonvulsivante, alguma sedação, relaxamento muscular e efeito tranquilizante.

É encontrado comercialmente como:
• Rivotril;
• Clonatril.

O clonazepam, um benzodiazepínico, pode ser considerado tão efetivo quanto à clomipramina no tratamento do Transtorno obsessivo Compulsivo (TOC), mesmo quando utilizado de forma isolada. Podem ainda ser associados aos Inibidor seletivo de recaptação de serotonina (ISRS), principalmente quando há severo componente ansioso ou insônia no TOC.

De acordo com Marques (2007) e Sadock (2007), ele pode ser utilizado como anticonvulsivante e nos transtornos de ansiedade, onde ainda se afirma que a combinação do clonazepam com antidepressivos também tem sido útil quando sintomas de pânico se associam ao TOC, pois há uma potencialização dos sedativos do clonazepam quando associado à clomipramina.

Caso a associação for com a fluoxetina, outra medicação similar, o clonazepam pode minimizar a ansiedade e a insônia eventualmente produzidas por esse antidepressivo.

Qual é a dose?


O Clonazepam deve ser usado pelo menos durante quatro semanas para que se possa avaliar melhor seus efeitos, com doses variando de 1 a 5 mg por dia. Mas cuidado, pode haver, não obstante, algum risco de dependência quando o tratamento é mais prolongado.

Ainda que essa indicação exista, é sempre fundamental avaliar com o seu médico qual a quantidade ideal para você ou ainda, qual a medicação correta.

Os sintomas de superdosagem com clonazepam, similares àqueles causados por outros depressores do SNC, incluem sonolência, confusão, coma, reflexos diminuídos, parada respiratória e em casos extremos, morte.

Em quais momentos a medicação é mais indicada?

  • Transtornos de ansiedade:
  • Como ansiolítico em geral.
  • Distúrbio do pânico com ou sem agorafobia.
  • Fobia social.
  • Transtornos do humor:
  • Transtorno afetivo bipolar: tratamento da mania.
  • Depressão maior: como adjuvante de antidepressivos (depressão ansiosa e na fase inicial de tratamento).
  • Emprego em síndromes psicóticas:
  • Tratamento da acatisia.
  • Tratamento da síndrome das pernas inquietas.
  • Tratamento da vertigem e sintomas relacionados à perturbação do equilíbrio:
  • Como náuseas, vômitos, pré-síncopes ou síncopes, quedas, zumbidos, hipoacusia, hipersensibilidade a sons, hiperacusia, plenitude aural, distúrbio da atenção auditiva, diplacusia.
  • Tratamento da síndrome da boca ardente.

Os efeitos colaterais

Seus efeitos colaterais vão desde sonolência, ataxia, vertigem, tremores, perda de equilíbrio e coordenação anormal, de acordo com o organismo de cada paciente

Sonolência, dor de cabeça, infecção das vias aéreas superiores, cansaço, gripe, depressão, vertigem, irritabilidade, insônia, perda da coordenação de movimentos e da marcha, perda do equilíbrio, náusea, sensação de cabeça leve, sinusite e concentração prejudicada também pode acontecer. Por isso a busca pela orienta profissional é fundamental.

Diferença entre Clonazepam e o Rivotril

Rivotril é usado para ansiedade e insônia, dura mais tempo no corpo. Como anteriormente falado a diferença priordial é a potência do medicamento o clonazepam possui maior potencia que o diazepam 0,25 mg de clonazepam equivalem a 5 mg de diazepam.

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