Como diagnosticar uma hemorragia digestiva alta (HDA), suas causas e tratamento

Como diagnosticar uma hemorragia digestiva alta (HDA), suas causas e tratamento

Em nosso país a cada dia vem aumentando o número de pessoas com hemorragia digestiva devido há vários fatores desencadeante, como hábitos alimentares inadequados, excesso de consumo de bebidas alcoólicas, alto índice de automedicação, presença de tumores hepáticos, ou seja, um hábito de vida inadequada.

A classificação das hemorragias digestivas

As hemorragias digestivas podem ser classificadas em hemorragia digestiva alta (HDA) e hemorragias digestiva baixa (HDB), cada uma com suas características específicas, mas podendo apresentar características mistas em ambas situações dependendo da quantidade de sangramento apresentada numa região específica.

As HDA apresentam-se nas regiões esôfagianas, estomacal e duodenal em quanto as HDB no intestino delgado, grosso, colón, reto e ânus. O procedimento escolhido em primeira mão em um paciente hemodinamicamente estável é a endoscopia digestiva para diagnosticar o tipo de hemorragia se é HDA ou HDB. 

O que caracteriza-se a diferenciação de uma da outra é a porção do ângulo de TREITZ, que é um ligamento localizado na região de retificação na alça duodenal é exatamente este ângulo que determinará se a hemorragia é alta ou baixa, se o sangramento está localizado à cima deste ângulo definimos como HDA e se localiza-se à baixo denominamos de HDB.

O que é HDA?

A HDA é caracterizada pela presença de hematêmese ocasionada pela ulceração na região esôfagiana, gástrica e duodenal e melena ocasionada pelo processo de digestão ocorrida no estômago pelas enzimas digestivas dando consequência na transformação no bolo fecal e o aparecimento de sangue nas fezes de características específicas.

Fatores predisponentes à HDA é o uso excessivo de medicamentos tais como os AINHS e ASS, antecedentes de úlceras pépticas e a hipertensão portal. A hipertensão portal é o aumento da pressão na veia porta que é formada pela junção das veias esplênica mesentérica superior, quando há uma obstrução nesta região temos um aumento da pressão ocasionando úlceras pépticas estas obstrução podem ser pré-hepática, intra-hepática ou pós-hepáticas.

Qual o objetivo do tratamento?

O objetivo do tratamento visa a hemostasia do local afetado, quando não houver o sangramento podemos ter um tratamento preventivo com uso de protetor gástrico e antiácido, nos caso que há sangramento no próprio exame endoscópio é realizada à ligadura elástica e uso de medicações tendo um grande êxito no tratamento. Os tipos de tratamento poderão ser em nível de ligadura elástica, medicamentoso ou cirúrgico.

Concluímos que para o diagnóstico de uma HDA e HDB não podemos orientamos apenas pelo ato do paciente apresentar hematêmese, melena, metrorragia e hematoquezia e sim pelo exame endoscópico e sua história clínica que nós proporcionará a conclusão do diagnóstico definitivo de qual tipo se trata a hemorragia digestiva, salientando-se que para a realização da endoscopia digestiva o paciente tem que está hemodinamicamente estável, caso ao contrário a conduta será primeiramente estabilizá-lo e só depois realizar a endoscopia.

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