Como reconhecer os sinais de uma Parada Cardiorrespiratória (PCR)?

A parada cardiorrespiratória (PCR) é considerada uma das mais importantes emergências no setor médico, já que a sobrevida está ligada ao tempo e à qualidade do atendimento realizado. Isso exige atuação rápida, eficaz e objetiva por parte da equipe de saúde.

É importante saber reconhecer os sinais que precedem uma parada cardiorrespiratória como:

  • Dor torácica
  • Sudorese
  • Palpitações precordiais
  • Tontura
  • Escurecimento visual
  • Perda de consciência
  • Alterações neurológicas
  • Sinais de baixo débito cardíaco
  • Parada de sangramento prévio

Sinais clínicos: vítima inconsciente, ausência de respiração e ausência de pulso em grande artéria (o principal sinal da parada cardiopulmonar, sendo o mais específico – ausência de pulso carotídeo no adulto e braquial no bebê).

Atenção: a midríase (dilatação da pupila) bilateral é um sinal tardio, ocorre em até 45 segundos após a parada cardíaca e pode aparecer em outras situações. Assim sendo, não utilizar a dilatação das pupilas para o diagnóstico da parada ou para definir que a vítima está com lesão cerebral irreversível. A persistência da midríase com a RCP é um sinal de prognóstico ruim.


A ausência de circulação do sangue interrompe a oxigenação dos tecidos. Após alguns minutos as células mais sensíveis começam a morrer. Os órgãos mais sensíveis à falta de oxigênio são o cérebro e o coração. A lesão cerebral irreversível ocorre geralmente após cinco a seis minutos (morte cerebral).

Após reconhecer uma parada cardiorrespiratória:

  • Solicitar ajuda
  • Manter o desfibrilador preparado e próximo ao leito
  • Monitorizar o paciente
  • Colocar a vítima em decúbito (deitado) dorsal horizontal em uma superfície plana e dura
  • Manter a cabeça e o tórax no mesmo plano
  • Solicitar, caso não tenha, um desfibrilador externo semiautomático (DEA)
  • Iniciar o suporte básico de vida
  • Suporte básico de vida
  • Conforme as diretrizes da ONG American Heart Association (AHA), em uma situação de parada cardiorrespiratória de adulto, sempre que possível, o desfibrilador externo semiautomático deve ser utilizado rapidamente. Em adultos com PCR sem monitoramento ou quando não houver um DEA prontamente disponível, os cuidados de enfermagem indicados consistem em iniciar a reanimação cardiorrespiratória (RCP) enquanto se busca um desfibrilador.
  • A ressuscitação cardiorrespiratória básica deve seguir o CABD:
  •  – Letra C > circulação > compressão torácica externa após ausência de pulso (máximo 10 segundos de medição). Em pacientes com ausência de pulso carotídeo ou sinais de circulação deve ser utilizada a compressão torácica externa: aplicação rítmica de pressão sobre o tórax, com uma frequência de 100 vezes por minuto.
  • – Letra A > abertura e desobstrução de vias aéreas. O enfermeiro deve alinhar a cabeça com o tronco do paciente, promover a extensão do pescoço e tração anterior da mandíbula. É preciso atentar para a língua e/ou epiglote que poderão obstruir as vias aéreas, na ausência de tônus muscular.
  • – Letra B > respiração (em inglês, breathing) / ventilação. No terceiro passo, o enfermeiro realiza duas ventilações positivas lentas (2 a 4 segundos) com dispositivo de barreira. A manobra deve conter máscara facial portátil com válvula unidirecional. É importante atentar para a obstrução das vias aéreas, decorrente da queda da língua e/ou dos músculos relaxados da traqueia. O profissional precisa, portanto, posicionar corretamente a cabeça do paciente ou ainda inserir uma cânula naso ou orofaríngea.
  • – Letra D > desfibrilação precoce / desfibrilador externo semiautomático (DEA). A operação e ritmo do DEA devem ser estabelecidos pelo socorrista.



Dica: As vítimas submetidas a baixas temperaturas (hipotermia) podem suportar períodos mais longos sem oxigênio, pois o metabolismo diminui, reduzindo o consumo de oxigênio.


Portanto, a reanimação cardiopulmonar (RCP) é a técnica utilizada para retardar a lesão cerebral até a instituição de medidas de suporte avançado de vida. Consiste nas manobras de abertura das vias aéreas, respiração artificial e compressões torácicas, na tentativa de restabelecer a ventilação pulmonar e a circulação sanguínea.

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